Santa Rita de Caldas inicia festejos de sua Padroeira

A Paróquia de Santa de Cássia, em Santa Rita de Caldas, iniciou na última semana, 09 de fevereiro, os preparativos para a festa de Santa Rita de Cássia. Nas 15 quintas-feiras que antecipam o início da novena, a comunidade se reúne para refletir momentos da vida de Santa Rita. Para isso, padres são convidados para presidirem a Eucaristia.

O Primeiro dia da quinzena em louvor a Santa Rita teve como tema para reflexão os avós e os Pais de Santa Rita. Casais com mais de 25 anos de matrimônio foram convidados

Nesta quinta-feira, 16,  a missa será presidida pelo Padre Rodrigo Carneiro, pároco do Santuário Nossa Senhora da Medalha Milagrosa de Monte Sião e a reflexão será sobre o nascimento da padroeira. A celebração será às 19h no Santuário.

Leia documento sobre o dom da vocação presbiteral

“O Dom da Vocação Presbiteral: Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis” é o documento da Congregação para o Clero que visa contribuir para a formação dos seminaristas e do clero da Igreja Católica. O texto atualiza as orientações inalteradas desde 1985 e explicita como realizar a formação dos futuros presbíteros e a necessidade fomentar a formação permanente.

As novas Diretrizes afirmam que o objetivo é formar discípulos missionários “enamorados” do Mestre, pastores “com cheiro das ovelhas” que vivem no meio dela para servi-las e conduzi-las à misericórdia de Deus.

O texto da Congregação indica os elementos teológicos, espirituais, pedagógicos e canônicos, bem como normas para uma formação integral dos presbíteros.  Destaca também que o futuro padre deve ser acompanhado na totalidade das quatro dimensões que interagem o processo formativo e a vida dos ministros ordenados: a dimensão humana como “base necessária e dinâmica” de toda vida presbiteral; a dimensão espiritual que contribui para caracqualificar e maturar a vida e o ministério do presbítero; a dimensão intelectual que oferece “os necessários instrumentos racionais para compreender os valores próprios do que é ser pastor”, na própria vida e na missão de anunciar o Evangelho; a dimensão pastoral habilita a um serviço eclesial responsável e profícuo.

Nas orientações relacionadas às dimensões da formação e da vida dos futuros presbíteros, o documento aponta para a necessidade de “colocar especialmente no coração os mais pobres e os mais fracos, e já habituados a uma generosa e voluntária renúncia a tudo que não seja necessário”. O chamado é para que “sejam testemunhas de pobreza, através da simplicidade e da austeridade de vida, para tornar-se promotores sinceros e credíveis de uma verdadeira justiça social”.

A formação deve estar permeada pelo espírito de pastor “que os torne capazes de ter aquela mesma compaixão, generosidade, amor por todos, especialmente pelos mais pobres, e pronta solicitude pela causa do Reino, que caracterizaram o ministério público do Filho de Deus, e que se podem resumir na caridade pastoral”.

Além disso, sugere o texto, para se tornar realmente um pastor segundo o Coração de Jesus, o sacerdote, “consciente da misericórdia imerecida de Deus na própria vida e na vida dos seus irmãos, deve cultivar a virtude da humildade e da misericórdia para com todo o povo de Deus, especialmente em relação àquelas pessoas que se sentem alheias à Igreja”.

“Pareceu-nos que a formação dos presbíteros precisava ser relançada, renovada e recolocada no centro, para isso fomos incentivados e iluminados pelo magistério de papa Francisco, com a espiritualidade e a profecia que distinguem sua palavra”, explicou o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Beniamino Stella (foto à esquerda). Em entrevista ao diário vaticano, o cardeal lembrou que papa Francisco, ao dirigir-se aos sacerdotes por diversas vezes, recordou-lhes que o padre não é um funcionário, “mas um pastor ungido para o povo de Deus, que tem o coração compassivo e misericordioso de Cristo para com as multidões cansadas e famintas”.

MECE’s participam de concentração Eucarística

Centenas de Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE’s) de diversas paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre participaram deste domingo, 20, da IV Concentração Eucarística. O encontro ocorreu em Itajubá e teve como tema “Jesus Cristo, rosto misericordioso do Pai”. O dia de reflexão foi conduzido pelo padre Benedito Ângelo Cortez.

Ao final do dia, uma missa foi celebrada no Santuário Nossa Senhora da Agonia. Presidiu a Eucaristia o reitor do Santuário, padre Jésus Andrade Guimarães, e concelebraram o padre João Bosco de Freitas, padre Lucas da Silva Crispim, Padre Dito Chico, Cônego Sebastião Camilo e padre Luiz César Moraes.

 

Fotos: Dalila Lopes – Pascom Santuário São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima de Ouro Fino

Dom Majella participa de encontro sobre a Igreja na AM

igrejaamazonia_repam_14-161116A cidade de Belém (PA) recebeu entre os dias 14 a 16 de novembro, o II Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal. A iniciativa teve como proposta discutir a realidade política, social, econômica, cultural e religiosa da região, além de fazer uma análise geral de como está sendo desenvolvido o trabalho missionário, atualmente, no local. Participaram do encontro bispos, padres, leigos e assessores. O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R. participou do encontro.

A Arquidiocese de Pouso Alegre participa com a evangelização na Amazônia há oito anos, tendo como Igreja Irmã a diocese de Ponta de Pedras, na Ilha do Marajó.

“Foram 5 padres e 3 seminaristas que serviram a esta missão além de vários padres e leigos da Arquidiocese que por aqui passaram em períodos de férias ou em outras ocasiões . Esses irmãos aqui estiveram para evangelizar”, afirmou Dom Majella.

Na ocasião, os participantes divulgaram uma carta compromisso com o objetivo de encorajar e dar ânimo aos representantes das dioceses e prelazias daquela região. No texto, eles afirmam que refletiram sobre a realidade social e eclesial atual, e que diante dessa perspectiva constataram que o processo de mudança deve ser constante.

“É possível, urgente e vital participarmos ativa e responsavelmente da nova época que está surgindo para o planeta terra, para a humanidade inteira e também para a Amazônia.  Somos semeadores de fé, esperança e amor. O semeador nunca desiste de semear, mesmo quando não sabe se verá os frutos maduros das sementes do bem e da justiça plantadas no chão e regadas com lágrimas, fadigas, corajosa perseverança e paciência evangélica”, diz um trecho da carta.

Na carta, os participantes manifestam total apoio aos povos indígenas e aos que vivem dos frutos do campo, da floresta e dos rios. Eles denunciam como “imorais” as manobras legislativas que ameaçam os direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais. “Sentimos a necessidade de uma maior presença da Igreja junto às comunidades espalhadas nesta imensa Amazônia”, destaca a nota.

Os participantes enfatizam, ainda, a importância da renovação dos ministérios ordenados e laicais, confiando na variedade dos carismas e na força da unidade e da comunhão. Eles também reconhecem a missão própria dos leigos, pois “são a Igreja presente no coração da sociedade, sal da terra, luz do mundo, sinais do Reino que cresce na história humana”.

“Do encontro apontamos alguns desafios: formação para a missionariedade; prática missionária inculturada; manutenção dos missionários; Igreja missionária – Igreja em saída. Propostas criadas: revitalização do Projeto Igrejas Irmãs; aprofundamento sobre a missionariedade da Igreja no Brasil; formação tendo como eixo a missão; incentivar os Comises, Comidis, Comipa e Comires; realizar este tipo de encontro de 2 em 2 anos”, destacou o Arcebispo de Pouso Alegre.

No final da carta, os participantes do Encontro agradecem ao papa Francisco pelo empenho, dedicação e documentos sobre a ecologia integral. Também proferem palavras de carinho à Igreja de Belém pela acolhida.

Confira, abaixo, a carta na íntegra:

II ENCONTRO DA IGREJA CATÓLICA NA AMAZÔNIA LEGAL

 

Carta compromisso

“Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis

Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram” (Rm 12,14-15).

 

Nós, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, assessores, leigos e leigas, reunidos em Belém do Pará, no II Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, enviamos esta Carta Compromisso, de coragem e de esperança, aos irmãos e às irmãs das nossas Dioceses, Prelazias e a todos as pessoas que quiserem ouvir a nossa voz.

Estamos vivendo um momento difícil da história do Brasil e da humanidade. A crise econômica, as pragas da guerra, da corrupção e da logo-repamviolência e o fenômeno das migrações forçadas são consequências de uma crise bem mais profunda, caraterizada pela perda de valores referenciais, tais como: a vida e dignidade humanas, o direito a existência das diferentes espécies vegetais e animais que sofrem a incontrolável destruição do maravilhoso jardim da criação, ainda visível em muitos recantos desta verde Amazônia. Os projetos predatórios que aqui se alastram, pelos rios e pelas matas, não levam em conta os direitos da natureza, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais que, desde sempre, convivem em harmonia e respeito com o ambiente, na casa comum, dádiva milenar. O mito do progresso sem limites e do lucro a qualquer custo continuam prometendo o sonho do paraíso aqui na terra, ao alcance de todos. Na realidade, assistimos à exclusão social, à discriminação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, ao inchaço das periferias pobres das nossas cidades. Unimos a nossa voz a tantos que denunciam que “este sistema exclui, destrói e mata” (Grito dos Excluídos 2016).

Estamos conscientes da nossa responsabilidade de sermos testemunhas da alegria do Evangelho com as nossas vidas e com o compromisso de denunciar os males e de anunciar a esperança do reino de Deus: “reino eterno e universal, reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça do amor e da paz” (Prefácio: Cristo, rei do universo). Lamentamos o distanciamento entre a Igreja e os movimentos populares. Pedimos perdão pelas vezes que ficamos calados e omitimos a nossa solidariedade aos pobres e sofredores, aos injustiçados e às vítimas do sistema destruidor que mercantiliza a vida. A Igreja em saída, que o Papa Francisco nos pede, deve ser, em primeiro lugar, uma Igreja samaritana, companheira de caminhada, que evangeliza com a compaixão e a misericórdia, confiante na presença viva e profética do Divino Espírito Santo.

Refletindo sobre a realidade social e eclesial, à luz dos novos desafios que a história nos impõe, confirmamos e atualizamos alguns dos compromissos assumidos nos Encontros anteriores. O processo de mudança é constante e acontece de forma mais rápido que no passado. É possível, urgente e vital participarmos ativa e responsavelmente da nova época que está surgindo para o planeta terra para a humanidade inteira e também para a Amazônia.  Somos semeadores de fé, esperança e amor. O semeador nunca desiste de semear, mesmo quando não sabe se verá os frutos maduros das sementes do bem e da justiça plantadas no chão e regadas com lágrimas, fadigas, corajosa perseverança e paciência evangélica.

Apoiamos o esforço dos povos indígenas e dos que vivem dos frutos do campo, da floresta e dos rios, pela proteção das terras e das águas que dão sustento às suas comunidades e às suas culturas. Denunciamos como imorais as manobras legislativas que ameaçam os direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais consagrados pela Constituição de 1988. A lição de harmonia, respeito e sustentabilidade destes povos vale para o planeta inteiro e para toda a humanidade. Desmascara os ídolos da ganância, do consumo e do desperdício.

Constatamos o silêncio de grande parte dos Meios de Comunicação a respeito da crescente violência, perseguição e criminalização de lideranças camponesas, indígenas e de entidades que defendem os direitos humanos, como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

Sentimos a necessidade de uma maior presença da Igreja junto às comunidades espalhadas nesta imensa Amazônia. Preocupa-nos, em muitas delas, a ausência da celebração eucarística, memorial da vida doada de Cristo e da sua vitória sobre o mal e a morte. A realidade urbana desafia também a cada paróquia a se tornar verdadeira Comunidade de Comunidades. Precisamos renovar os ministérios ordenados, promover e valorizar os ministérios laicais, confiando na variedade dos carismas e na força da unidade e da comunhão. Reafirmamos a importância do ministério da Palavra para a missão evangelizadora, para a Iniciação à Vida Cristã e para a formação permanente. A promoção do ministério da coordenação ou do pastoreio pode dar ânimo e energia aos animadores e às animadoras de comunidades, de grupos e de pastorais. Como fruto do Ano da Misericórdia, somos chamados a promover o ministério do perdão, da reconciliação e da paz, também fora do sacramento da penitência, preparando agentes para favorecer o diálogo, o encontro e o perdão entre pessoas, famílias e comunidades.

Comprometemo-nos a promover a formação dos candidatos ao ministério ordenado para que estejam a serviço das nossas comunidades, livres do mundanismo, do carreirismo, do clericalismo e do autoritarismo. Que saibam confiar nos leigos e nas leigas como sujeitos verdadeiramente responsáveis da ação evangelizadora da Igreja para colaborar com todas as pessoas de boa vontade “na construção do desenvolvimento social e cultural” (EG 67).

Reconhecemos a missão própria dos leigos e das leigas na família, no trabalho, na cultura, nos meios de comunicação, na política, na universidade, na arte e no lazer. Eles e elas são a Igreja presente no coração da sociedade, sal da terra, luz do mundo, sinais do Reino que cresce na história humana.

Alimentamos a esperança que a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), possa contribuir eficazmente com a resistência dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, incentive o diálogo e a colaboração entre as Igrejas na obra da evangelização, na defesa e cuidado com a casa comum e na promoção da fraternidade solidária.

Agradecemos ao Papa Francisco, querido amigo da Amazônia, pelo seu empenho, dedicação, documentos e pronunciamentos, que nos encoraja a uma missão mais ousada em defesa da vida no horizonte de uma ecologia integral (LS 137).

Nossa gratidão à Igreja de Belém que nos acolheu nestes dias e que celebra com alegria os 400 anos do início da Evangelização em terras amazônicas. A memória dos primeiros missionários nos ajuda a vencer o medo de abrir caminhos novos. Estes irmãos e irmãs que precederam tiveram esta coragem, porque acreditaram no único Senhor Jesus Cristo, Caminho rumo ao Pai, Verdade que nos liberta e Vida plena, dom gratuito do Espírito. Rogamos a Maria, nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Amazônia e estrela da evangelização, que nos acompanhe sempre com a sua maternal proteção.

Belém, 16 de novembro de 2016

Os participantes do II Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal