Dom Majella visita presídios da região

Entre os dias 19 e 27 de março, o Arcebispo Metropolitano, Dom Majella, realiza visita aos presídios que estão na Arquidiocese  de Pouso Alegre. Segundo o Papa Francisco: “Precisamos sair, então… até às periferias, onde há sofrimento, derramamento de sangue, a cegueira que anseia por visão, e prisioneiros servos de muitos senhores maus”.  As visitas tiveram início dia 19 de março, Solenidade de São José, pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo e Patrono da Igreja, às 10h da manhã na APAC de Pouso Alegre.

No dia 20 às 14h o Sr. Arcebispo realizou a visita ao presídio de Andradas.

Fotos da visita em Itajubá

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No dia 23 de Março, segunda-feira, Dom Majella realizou uma visita no Presídio de Itajubá, acompanhado dos padres Edson Aparecido da Silva e Carlos Roberto Rodrigues, além do diácono Thiago de Oliveira e membros da Pastoral Carcerária das cidades de Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí.

Dom Majella ficou surpreendido com a estrutura da Unidade, bem como as diversas oficinas de trabalho, o número de reeducandos trabalhando, assim como o relacionamento entre os reeducandos, os agentes e a Direção. Também conheceu as novas instalações da Escola Estadual Major João Pereira, recém-inaugurada na Unidade. O arcebispo explicou que a visita nas Unidades Prisionais da arquidiocese faz parte das atividades do período pascal.

O Diretor Geral Rodney Dantas, solicitou a Dom Majella, a presença da Igreja Católica da Unidade. Na oportunidade, fez um convite para que o arcebispo ali celebrasse uma missa.

No dia 24 Dom Majella visitou  às 14h o presídio de Ouro Fino.

No dia 25 Dom Majella visitou às 9h o presídio de Extrema.

Dom Majella visitou a unidade Prisional de Pouso Alegre às 14h no dia 26 de março, confira as imagens abaixo:

 

e encerrará suas visitas aos presídios  no dia 27 de março, às 9h com visita ao presídio de Santa Rita do Sapucaí.

As imagens ao lado são da visita à unidade prisional de Santa Rita do Sapucaí.

 

*Com informações da direção do presídio de Itajubá e Pastoral Carcerária.

 

 

 

Paróquias Celebram Solenidade de Corpus Christi

A Solenidade de Corpus Christi é um dos momentos para significativos para nós cristãos católicos. É nela que nos unimos na adoração e exaltação em torno da herança mais preciosa deixada por Jesus Cristo, sua própria presença real e verdadeira na Sagrada Eucaristia.

Como parte da celebração, muitas paróquias enfeitam as ruas próximas à Matriz com a confecção de tapetes por onde a procissão do Corpo do Senhor Jesus presente no Santíssimo Sacramento caminha junto ao povo.
Para a montagem dos tapetes são utilizados materiais como sal grosso tingido, pó de café e serragem, pipoca, tampas de garrafa, entre outros objetos de decoração. Além da decoração das ruas, muitas paróquias também fizeram o gesto concreto, com a coleta de agasalhos e alimentos

HISTÓRICO

A solenidade do Corpo de Deus teve início no século XII, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV em 1264, através da bula “Transiturus”, que prescreveu esta solenidade para toda a Igreja Universal.

A origem da festa deu-se por um fato extraordinário ocorrido ao ano de 1247, na Diocese de Liége – Bélgica.  Santa Juliana de Cornillon, uma monja agostiniana, teve consecutivas visões de um astro semelhante à lua, totalmente brilhante, porém com uma incisão escura. O próprio Jesus Cristo a ela revelou que a lua significava a Igreja, a sua claridade as festas e, a mancha, sinal da ausência de uma data dedicada ao Corpo de Cristo.  Santa Juliana levou o caso ao bispo local que, em 1258, acabou instituindo a festa em sua Diocese.

O fato, na época, havia sido levado também ao conhecimento do bispo Jacques de Pantaleón que, quase duas décadas mais tarde, viria a ser eleito Papa (Urbano IV), ou seja, ele próprio viria a estender a solenidade  a toda a Igreja Universal. O fator, que deflagrou a decisão do Papa, e que viria como que a confirmar a antiga visão de Santa Juliana, deu-se por um grande milagre ocorrido no segundo ano de seu pontificado: O milagre eucarístico de Bolsena, no Lácio, onde um sacerdote tcheco, padre Pietro de Praga, colocando dúvidas na presença real de Cristo na Eucaristia durante a celebração da santa Missa, viu brotar sangue da hóstia consagrada. O fato foi levado ao Papa Urbano IV, que encarregou o bispo de Orvietro a levar-lhe as alfaias litúrgicas embebidas com o Sangue de Cristo. Instituída para toda a Igreja, desde então, a data foi marcada por concentrações, procissões e outras práticas religiosas, de acordo com o modo de ser e de viver de cada país, de cada localidade.

Confira as atividades pastorais para fevereiro

Abrindo o ano pastoral de 2014, no dia 1 de fevereiro haverá reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral, no seminário, às 9h.

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No dia 9 de fevereiro os acólitos e coroinhas dos setores Alto da Serra, Dourado e Mogi são        convidados para um dia de confraternização e troca de experiências no Seminário                       Arquidiocesano.

 

 

 

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Iniciando a preparação para a Campanha da Fraternidade 2014, que tem como tema Fraternidade e Tráfico Humano, a Comissão do Compromisso Sociotransformador está organizando um encontro de formação no dia 16 de fevereiro das 8h às 16h, também no Seminário Arquidiocesano. É destinado às Equipes Paroquiais de Assessoria, animadores de grupo de reflexão, Círculos Bíblicos, agentes de pastorais sociais, enfim, a todo povo de Deus interessado em refletir o tema. 

 

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Já no dia 22 de fevereiro nossa Arquidiocese festeja a ordenação de mais um padre para o           serviço do Reino. Em Ipuiuna, às 10h, será celebrada a Ordenação Presbiteral do Diácono          Édpo Campos que atualmente serve à comunidade paroquial Santo Antonio de Jacutinga.

 

 

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A Paróquia de Monte Sião  receberá Ir. Míria Kolling e André Zamur para mais um Encontro de Liturgia e Canto Pastoral nos dias 21 a 23 de fevereiro. O curso é aberto para todas as paróquias da Arquidiocese.

 

 

Mais informações sobre todos os encontros você encontrará no blog da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral . Acesse!

 

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Também no final de semana do dia 23 de fevereiro, o Seminário Arquidiocesano receberá os coroinhas dos setores Mandu, Paraíso e Mantiqueira.

 

 

 

 

Encerrando o mês de fevereiro, no dia 26, o clero vai se reunir  em Pouso Alegre para a primeira reunião do ano.

São muitas atividades no retorno das atividades após as férias, para todas elas contamos com suas orações.

É importante também que participe daquelas que contemplem sua missão na vida da Igreja! Será sempre bem-vindo!

 

 

 

 

Comunidade Sol de Deus Prepara Lançamento do Livro da Vida do Pe. Valeriano

A comunidade Sol de Deus e o Residencial Beth Geruth tem o prazer em convidar a todos para  a Santa Missa e logo em seguida o lançamento do livro sobre a vida de Pe. Valeriano que acontecerá no dia 07 de dezembro às 9h da manhã.
Local: Av. José de Souza Nogueira, nº 505, Bairro Santa Rosa, Itajubá – MG
Telefones para contato: (35)3623-7404 e (35)8848-9928

Conhecendo um pouco sobre Pe. Valeriano

O padre Valeriano, viveu como eremita na Comunidade Sol de DEUS durante 12 anos.

Padre Valeriano - Irmao JuniperoTranscrevemos aqui, o testemunho que ele deu de sua vida aos seminaristas de Filosofia e Teologia do Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, por ocasião da homenagem que lhe fizeram pelos 25 anos de sacerdócio, em maio de 2009.

“Pai, mãe e irmãos, hoje todos falecidos. De 1946 a 1954 fui irmão franciscano na Ordem dos Frades Menores. De 1954 a meados de 1957 fiz um estágio na Fraternidade dos “Petits Frère de Jesus du Père de Foucauld”. Voltando ao Brasil, permaneci como leigo de meados de 1957 a 1959, e em 1960 casei-me com Maria José Freire. Assim, antes do ingresso no Seminário, fui casado e tive dois filhos e três netos.

Possuía uma chácara em Taubaté, que foi transformada em Casa de Retiros e, a partir de 1975, tornou-se a sede da Renovação Carismática de Taubaté. Em 1978, minha esposa faleceu. Em 1980, vendi a Chácara para a Diocese de Campanha.

Cursei Teologia de 1982 a 1984. Fui ordenado sacerdote em 12 de dezembro de 1984, pelo saudoso Arcebispo de Pouso Alegre Dom José D’Angelo Neto; tendo como Lema: CONHECER E AMAR JESUS PARA FAZÊ-LO CONHECIDO E AMADO.

Fui em seguida, designado com pároco de Itapeva, onde exerci o ministério até 1991. Transferido para São Sebastião da Bela Vista – ficando ali como pároco até 1994.  De 1995 e 1996, fiquei com minha mãe, no Asilo de Santa Rita do Sapucaí, pois ela, que vivia comigo, estava muito doente. Ali ela faleceu.  No període de 1996 a 1998 morei na Comunidade Canção Nova.

O meu grande sonho, desde a minha experiência como frade franciscano, era ser um eremita, e isto se tornou realidade em 1998, na “Comunidade Sol de Deus”. Aqui estou muito feliz, nesta santa Comunidade, lavando os pés de meus queridos irmãos que me tratam com um exagerado e imerecido carinho.

A vida em si já é um perpétuo desafio. Durante esses 25 anos, obtive muitas vitórias, dais quais não me glorio porque foram vitórias do Senhor, tendo eu sido apenas um simples instrumento. Mais obediente e maleável eu fosse, muito mais vitórias teria obtido. Se quisesse gloriar-me teria de ser por minhas inúmeras fraquezas e derrotas que na verdade fizeram brilhar a misericórdia do Senhor para comigo, pobre pecador.

Como fui franciscano durante 9 anos, imbuiu-me profundamente do espírito do “Poverello de Assis”. Ao ouvir as mensagens e testemunhos do Padre Roberto Lettieri, quando ele nem era ainda padre, nos idos de 1997, reinflamou em mim o desejo de voltar às fontes de minha vocação primitiva. Confidenciei isso com ele e, no início de 2007, já com 83 anos, e no mês de junho desse mesmo ano, na Festa da Santíssima Trindade, ele veio de Campinas para me acolher na Toca. A celebração realizou-se na Capela São Miguel de nossa Comunidade, e recebi o nome religioso de “Irmão Junípero da Santíssima Trindade”.

Aos queridos seminaristas, a minha mensagem é que sejam radicais na busca da santidade porque a vossa missão no futuro é justamente despertar nas almas esse mesmo ideal de santidade, o que não é u simples conselho, mas uma ordem do Senhor: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,49) e “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev 19,2).

E a História de sua vida, escrita por ele mesmo em outra ocasião:

Transcrevemos aqui, trechos de dois testemunhos que o padre Valeriano deu de sua vida, em duas ocasiões, nos anos de 1994 e 2009:

“Nasci em 22 de setembro de 1924. Meu chamado para a vida religiosa aconteceu em 1946. Saí de Tarumirim em busca de uma vida melhor. Na verdade, fugi, pois havia dito aos meus pais que iria passear em Belo Horizonte, mas tinha a intenção de não mais voltar. Arranjei um emprego em Itabira; dali, fui para o Espírito Santo, de onde consegui transferência para o Rio de Janeiro. Eu era muito ambicioso, queria ficar rico. Tudo ia caminhando segundo os meus planos. Estava também fazendo um curso para o Conselho Federal de Comércio Exterior. Já estava para ser admitido, quando, certa manhã, passando pelo Largo da Carioca, olhei curioso para o Convento dos Franciscanos no alto do morro e me questionei: “O que fará aquela gente ali?”.

Até então, eu ía apenas à Missa dominical, por obrigação. Mas fui tão bem acolhido, que em pouco tempo já participava da Ordem Terceira de São Francisco e fazia a minha confissão geral. Começou meu processo de conversão. Abandonei o emprego, meus projetos e me tornei Franciscano. Mas eu era muito radical, queria viver como os franciscanos do tempo de São Francisco. Soube, então, de uma Comunidade na França, que vivia quase que literalmente  esse ideal. Poucos meses depois, lá estava eu, na “Fraternité des Petits Frères de Jésus du Père De Foucauld”; mas não consegui visto de permanência e voltei para o Brasil. Meu diretor espiritual, Frei João José Pedreira de Castro, grande biblista, convidou-me para fundar com ele o Centro Bíblico Católico, e trabalhamos juntos pela tradução e lançamento da Bíblia da Editora Ave-Maria. Nessa época, traduzi também, mais de 20 livros para a Editora Flamboyant.

Em dezembro de 1958, fui para Taubaté, para tentar novamente a vida religiosa, desta vez com os Capuchinhos. Mas ali me esperava o Senhor com uma “capuchinha” leiga, feita sob medida para mim, e acabei me tornando um “capuchinho de uma capuchinha só”, pois o Senhor “teceu os pauzinhos” e em 1960, acabou acontecendo o que não estava nos meus planos: o casamento.

Ela se chamava Maria José. Era muito santa e linda de viver. Foi um acontecimento muito feliz na minha vida, porque depois de tantas andanças, consegui me fixar e me tornar mais responsável. Ela deu novo impulso ao meu processo de conversão. Tivemos uma filha e adotamos outro.

Em 1965, compramos uma chácara e a transformamos numa Casa de Retiros. Tivemos ali muitas experiências de oração e alguns aprofundamentos, mas o Senhor levou minha santa esposa para o Céu em 1978. Agora, viúvo, o que fazer?

Depois de muita oração decidi buscar o sacerdócio. Fui aceito por Dom José d’Angelo Neto, Arcebispo de Pouso Alegre. Ordenado Sacerdote em 1984, fui Pároco de Itapeva, depois fui transferido para São Sebastião da Bela Vista, e dali para Santa Rita do Sapucaí, onde morei num Asilo, acompanhando minha mãe que estava muito velhinha.

Em 1995, tendo falecido minha mãe, pedi ao meu amigo Padre Jonas para fazer uma experiência na Canção Nova.

Meu grande sonho, desde a minha experiência como franciscano, era tornar-me eremita. E em 1998 esse sonho acabou se tornando realidade na Comunidade Sol de DEUS. Mas como fui franciscano por 9 anos, imbuiu-me profundamente o espírito do “Pobrezinho de Assis” e, ao ouvir as mensagens e testemunhos do Pe. Roberto, reinflamou em mim o desejo de voltar às fontes de minha vocação primitiva. Confidenciei isso a ele e, em 2007, já com 83 anos, ele veio de Campinas para me acolher na Toca de Assis, na capela de São Miguel em nossa Comunidade Sol de DEUS, quando recebi o nome religioso de Irmão Junípero da Santíssima Trindade.
E aqui estou como eremita e franciscano, muito feliz, nesta santa Comunidade, lavando os pés de meus queridos irmãos que me tratam com um exagerado e imerecido carinho”.

Fonte e fotos: www.comunidadesoldedeus.blogspot.com.br

 

 

Dezenas de pessoas participam de Fórum Social no setor Mantiqueira

IMG_3556Cerca de 100 pessoas se reuniram no último domingo, 22, em Piranguinho, para o Fórum Social, que contou com a participação de representantes de todas as paróquias do setor. O dia de reflexão se deu em três eixos: drogas, violência e transformação social.

Os palestrantes foram: Gustavo Carvalho (Casa de recuperação CTL – Itajubá), Mírian Carla Cury (especialista em violência doméstica) e Laudelino Augusto (membro do Conselho Nacional de leigos da CNBB).

 

A primeira palestra abordou a temática da juventude e as drogas, suscitando a questão da drogaIMG_3574 como um problema social que envolve um grande número de jovens. Os usuários espalhados pela sociedade, independente de padrão social, sustentam toda uma organização através do consumo, além do tráfico, que se utiliza de jovens viciados para para a sustentação do crime organizado.

A segunda palestra do dia trouxe o tema Juventude e Violência, tendo como objetivo sugerir a discussão sobre o problema da violência que seduz tantos jovens e os leva IMG_3581para caminhos sem volta. A ideia foi olhar para a população carcerária, formada em grande porcentagem por jovens; um olhar sobre uma cultura de morte e violência que passeia no meio dos jovens e adolescentes. A reflexão ficou por conta de Mírian Carla Cury, a qual vem de Itajubá, formada em Educação especial, com especialização em Psicopedagogia pela Universidade Federal de Santa Maria (Rio Grande do Sul), pós-graduada na temática de violência doméstica contra crianças e adolescentes pela USP entre outras, e com várias especializações em temáticas diversas do desenvolvimento humano e social.

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Por fim, a terceira palestra teve por temática a Juventude e Transformação Social, tendo por objetivo sugerir o jovem como protagonista da transformação social. Um olhar para o jovem que participa de movimentos sociais da igreja (vicentinos, pastorais sociais). Um olhar para os jovens que participam da política. Políticas públicas que incluam os jovens como elementos transformadores da sociedade. O palestrante foi Laudelino Augusto dos Santos Azevedo, o qual é Membro do Conselho Nacional de Leigos da CNBB.

 

Com informações do seminarista Marcos Eduardo Caliari