Papa: “Vencer a mundanidade e relativismo”

EncontroReligiosos_28072017O Santo Padre concluiu as suas atividades na manhã do último sábado (28/01), no Vaticano, recebendo na Sala Clementina, cerca de 100 participantes à Plenária da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

No seu discurso o Papa expressou sua satisfação em receber os membros da Congregação que, nestes dias, em sua plenária, refletiram sobre o tema da “fidelidade e dos abandonos”:

“O tema que escolheram é importante. Podemos dizer que, neste momento, a fidelidade é colocada à prova: é o que demonstram as estatísticas que examinaram. Encontramo-nos diante de certa “hemorragia” que enfraquece a vida consagrada e a própria vida da Igreja. Os abandonos na vida consagrada nos preocupam muito. É verdade que alguns a deixam por um gesto de coerência, porque reconhecem, depois de um sério discernimento, que nunca teve vocação; outros, com o passar do tempo, faltam de fidelidade, muitas vezes a apenas alguns anos da sua profissão perpétua”.

Aqui, o Papa perguntou: o que aconteceu? Como vocês destacaram no seu encontro, são muitos os fatores que condicionam a fidelidade nesse tempo de mudança de época em que se torna difícil assumir compromissos sérios e definitivos. Neste sentido, Francisco destacou alguns desses factores:

“O primeiro fator que não ajuda a manter a fidelidade é o contexto social e cultural em que vivemos. De fato, vivemos imersos na chamada “cultura do fragmento”, do “provisório”, que pode levar a viver “à la carte” e ser escravo da moda. Esta cultura leva à necessidade de se manter sempre abertas as “portas laterais” para outras possibilidades, alimenta o consumismo e esquece a beleza de uma vida simples e austera, provocando muitas vezes um grande vazio existencial”.

Vivemos em uma sociedade onde as regras econômicas substituem as leis morais, ditam e impõem seus próprios sistemas de referência em detrimento dos valores da vida; uma sociedade onde a ditadura do dinheiro e do lucro defende sua visão de existência. Em tal situação, disse o Pontífice, é preciso primeiro deixar-se evangelizar e, depois, comprometer-se com a evangelização. Assim, apresentou outros factores ao contexto sócio-cultural:

“Um deles é o mundo da juventude, um mundo complexo, rico e desafiador. Não faltam jovens generosos, solidários e comprometidos em nível religioso e social; jovens que buscam uma vida espiritual, que têm fome de algo diferente do que o mundo oferece. Mas, mesmo entre esses jovens, há muitas vítimas da lógica do mundanismo, como a busca do sucesso a qualquer preço, o dinheiro e o prazer fáceis”.

Essa lógica, advertiu o Papa, atrai muitos jovens, mas nosso compromisso é estar ao lado deles para contagiá-los com a alegria do Evangelho e de pertença a Cristo. Essa cultura deve ser evangelizada. Aqui, indicou um terceiro fator condicionante, que vem da própria vida consagrada, onde, além de uma grande santidade não faltam situações de contra testemunho que tornam difícil a fidelidade:

“Tais situações, entre outras, são: a rotina, o cansaço, o peso de gestão das estruturas, as divisões internas, a sede de poder… Se a vida consagrada quiser manter a sua missão profética e o seu encanto, continuando a ser escola de lealdade para os próximos e os distantes, deverá manter o frescor e a novidade da centralidade de Jesus, a atração pela espiritualidade e da força da missão, mostrar a beleza do seguimento de Cristo e irradiar esperança e alegria”.

Outro aspecto ao qual a vida consagrada deverá prestar especial atenção é a “vida fraterna comunitária”, que deve ser alimentada pela oração comum, a leitura da palavra, a participação ativa nos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação, o diálogo fraterno, a comunicação sincera entre os seus membros, a correção fraterna, a misericórdia para com o irmão ou a irmã que peca, a partilha das responsabilidades. A seguir, o Santo Padre recordou a importância da vocação:

“A vocação, como a própria fé, é um tesouro que trazemos em vasos de barro, que nunca deve ser roubado ou perder a sua beleza. A vocação é um dom que recebemos do Senhor, que fixou seu olhar sobre nós e nos amou, chamando-nos a segui-lo mediante a vida consagrada, como também uma responsabilidade para quem a recebeu”.

Falando de lealdade e de abandono, disse ainda Francisco, “devemos dar muita importância ao acompanhamento. A vida consagrada deve investir na preparação de assistentes qualificados para este ministério. E concluiu dizendo que “muitas vocações se perdem por falta de bons líderes. Todas as pessoas consagradas precisam ser acompanhados em nível humano, espiritual e profissional. Aqui entra o discernimento que exige muita sensibilidade espiritual.

 

Com informações Rádio Vaticano

Imagem peregrina chega ao Santuário de SRS

ChegadaImagem_28072017_1A imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chegou neste sábado, 28, à Paróquia de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Sapucaí. Uma procissão com a imagem saiu da Paróquia Nossa Senhora de Fátima até o Santuário de Santa Rita, onde foi celebrada a Eucaristia com a presença de centenas de fiéis.

A Eucaristia foi presidida pelo Cônego Benedito Ramon Pinto Ferreira e concelebrada pelos padres Alexandre Acácio Nogueira (Vigário paroquial – Paróquia Santa Rita de Cássia), Monsenhor José Carneiro Pinto (Pároco emérito – Paróquia Santa Rita de Cássia), Clemildes Francisco de Paiva (Pároco – Paróquia Nossa Senhora de  Fátima) e Flávio Sobreiro da Cosa (Vigário Paroquial – Paróquia Nossa Senhora de Fátima).

Confira a programa para esta semana:
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A eficácia da Reconciliação é refletida pelos Bispos no RJ

Com informações da Arquidiocese do RJ

Na terceira conferência do Curso dos Bispos, Dom Rino Fisichella relembrou os temas abordados anteriormente, e destacou que os tempos atuais, dentro de sua linguagem relativista, apontam para uma tendência que leva, primeiramente, à crise da fé. Em seguida, passa-se a ser indiferente, até que se chega ao ateísmo. Ele citou a frase “crente, mas não praticante” como expressão emblemática desta visão da fé que tem afetado a muitos fiéis.

Dom Rino apresentou um dado curioso: durante o Jubileu da Misericórdia, em alguns países houve  crescimento de até 30% na busca pelo Sacramento da Confissão. As basílicas em Roma e as igrejas jubilares se tornaram locais de grandes filas nos confessionários. Segundo ele, o “povo percebeu com força que a misericórdia de Deus era verdadeiramente palpável neste sacramento”.

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Para ele, são vários os motivos que levam ao endurecimento da fé, uma vez que a sociedade vive diante de uma “consciência esquizofrênica”. Porém, segundo Dom Rino, há dois aspectos importantes para verificar a possibilidade de superar a crise. O primeiro se deve a uma ausência do anúncio central da pregação de Jesus: a “metanoia”, como um convite a acolher ao Evangelho e a uma mudança de vida. O anúncio tornou-se apenas teórico, sem a experiência da alegria de doar-se a Cristo.

Em segundo, ele destaca a perda de sentido de pertença à comunidade. A tal forma de pensamento atingiu as pessoas, criando uma cultura, dando ênfase num subjetivismo que se encerra em si mesmo, impedindo uma relação interpessoal.

“No compromisso da Nova Evangelização, a renovação pastoral deveria contribuir fortemente para voltar a colocar num lugar central o Sacramento da Penitência: efetivamente ele requer um compromisso ainda maior, sobretudo quando se confronta com a exigência de uma nova linguagem para o anúncio e para a profissão de fé”, afirmou Dom Rino.

O TRÍDUO E O PERDÃO

De acordo com Dom Rino, o tríduo pascal é o ponto culminante para a Igreja. Nesses três dias, a remissão dos pecados, a misericórdia de Cristo alcançou e ainda alcança a todos. Segundo ele, o perdão, ao contrário do pecado, consegue unir a comunidade de filhos de Deus.

“A vida da Igreja está marcada por um percurso que encontra o seu coração pulsante no tríduo pascal. Na Páscoa, o dom do Espírito Santo, para o perdão dos pecados, encontra purificado o rebanho dos discípulos. O Espírito oferecido para o perdão permitiu que o pecado da traição de Judas e Pedro e a fuga dos demais fossem perdoados. O Espírito reúne os dispersos, purifica os traidores, dá força aos tímidos e coragem aos amedrontados. O perdão é um evento comunitário porque o pecado traz consigo a separação da comunidade”, afirmou.

O VALOR DO SACRAMENTO

Neste tópico, Dom Rino apontou a situação estranha em que o penitente se encontra, uma vez que, na confissão, ele deve dizer absolutamente tudo, deve admitir a verdade sobre a própria existência e seus atos. Segundo ele, há certo alívio porque ninguém pode “se livrar” da condição de pecador. Porém, reconhecer o que existe dentro de si para o outro muda completamente a situação.

Dom Rino destacou a importância da transparência para a descoberta de si mesmo. Além disso, de acordo com ele, a finalidade da confissão é o desejo de retornar para perto de Deus. Dessa forma, o cristão segue os mesmos passos do Mestre em direção ao Calvário para depositar, diante d’Ele, os pecados que serão pregados na cruz.

“O objeto da confissão é o desejo da proximidade com Deus, do qual me afastei com o pecado. Se eu reconhecer realmente quem sou, posso rever a face de Cristo e viver de novo em sua presença, que garante a grandeza do amor. O penitente deve, sobretudo, compreender que, ao aproximar-se da confissão, está percorrendo o mesmo caminho que Jesus percorreu até o Calvário. Cada um carrega sobre si o peso do pecado, vivendo com a certeza de que ele será descarregado sobre as costas do Filho de Deus e, com Ele, pregado na cruz”, completou.

Em contrapartida, Dom Rino também destacou o turbilhão de sentimentos aos quais os sacerdotes são submetidos durante as confissões. Diante de tais situações, o sacerdote deve perceber o valor do sacramento como o poder da misericórdia de Deus que vai ao encontro de cada um.

“Frequentemente, o sacerdote se acha incapaz de saber responder ao que é confessado ou a um pedido de conselho, uma expectativa de ajuda. Em outros momentos, ele vive uma espécie de solidão diante da profundidade do mal que escuta, e é chamado a carregar sobre si. Em todo esse estrondo de sentimentos, se esquece do valor da graça que age, do Espírito que atua e da misericórdia que não conhece limites. Por outro lado, o poder de tirar os pecados que o foi confiado não é menos compreensível que o outro poder de transformar, com suas palavras, o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo”, finalizou.

Dom Rino encerrou afirmando que é pelo desejo de proximidade com Deus que se busca a confissão. A distância e a ausência de Cristo fazem com que o fiel não se sinta parte da comunidade, Corpo Místico do Senhor. A participação no pecado e a necessidade da misericórdia se unem diante de Deus e dos homens.

Padre Adriano São João participa de encontro de peritos da CNBB

PeritosCNBB_PadreAdriano_2017O pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, padre Adriano São João, é um dos peritos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil que participa de um encontro em Brasília entre os dias 23 e 26 de janeiro. Os peritos e a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da CNBB querem inciar a elaboração de subsídios doutrinais, um deles abordando a questão da laicidade do Estado.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, considera a laicidade algo bom, positivo, mas chama atenção para o chamado “laicismo”.

“A diferença é que a laicidade é quando o Estado assume as suas competências para garantir a liberdade religiosa de todos.  O laicismo é quando o Estado tira da vida pública Deus, quer dizer, não se fala em Deus, não se fala de religião”, explica o bispo. Dom Cipollini recorda que nas escolas, no mês de junho, os professores falam das festas juninas e de seus elementos, mas não podem comentar sobre a figura dos santos celebrados pela Igreja naquele mês e que dão origem às tradicionais festas tão comuns no Brasil.

“O laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso”, adverte o bispo. Para dom Pedro, a preparação de um subsídio doutrinal sobre a temática deve reforçar a defesa da presença de Deus na vida do homem.

Projetos

O trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB também envolve outros projetos e, por conseguinte, a oferta de outros subsídios. Em colaboração com o grupo de peritos especialistas em Bíblia, como o teólogo e biblista padre Johan Konings, a Comissão trabalha com a atualização da Bíblia com a tradução da CNBB.

Outro grupo de peritos atua com a elaboração de um texto chamado “Querigma e reino de Deus”. A partir de temáticas indicadas pelo episcopado, a Comissão tem pautado suas reflexões e o trabalho dos peritos. Dom Cipollini conta que o grupo dos bispos está tratando do ensino da Filosofia e também de outra questão, a qual envolve exorcismos e as missas de cura e libertação, “o que tudo isso implica, numa reflexão teológica, que possamos oferecer aos bispos”.

Vivência da Fé

Os subsídios da Comissão deverão de acordo com a orientação de dom Cipollini, ser acessíveis tanto para os especialistas, quanto para padres, agentes de Pastoral e fiéis em geral. “Hoje nós temos uma pluralidade muito grande de religiões, de crenças e muitas vezes o fiel católico está cheio de interrogações e dúvidas sobre certos temas da vida do dia-a-dia”, aponta o bispo.

Muitos fiéis, por exemplo, não compreendem a questão dos exorcismos, do demônio e fatos que envolvem o problema do mal. “Como diz São Paulo, o mysterium iniquitatis – o mistério da iniquidade -, acontecem coisas horríveis no dia-a-dia e as pessoas perguntam se só as ciências explicam isso que aconteceu ou se essa maldade vai além de tudo isso”, comenta dom Cipollini. “A Comissão, a partir de tudo isso, tenta lançar uma luz sobre toda essa dificuldade que os nossos fiéis na nossa Igreja encontram para viver a sua fé, não são respostas prontas, mas uma reflexão para ajudar a caminhada da fé da nossa Igreja”, resume.

Com informações da CNBB

Formador da Arquidiocese participa de curso de Especialização

CursoEspecialização_PeFrancisco2017O padre Francisco José da Silva, formador da comunidade propedêutica do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, da Arquidiocese de Pouso Alegre, participa desde o dia 16 de janeiro do Curso de Especialização para padres formadores. O curso vai até o dia 27 de janeiro. Ao todo, 43 padres participam do curso, que oferecido pela Organização dos Seminários e Institutos (Osib), em parceria com a Faculdade Dehoniana e com o apoio do regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Com o tema “Dimensão Humano-Afetiva da Formação Presbiteral e Religiosa”, o curso  tem como finalidade oferecer elementos fundamentais para o aprofundamento da identidade do formador e seu ministério, na compreensão integral do processo formativo e no acompanhamento dos candidatos ao ministério sacerdotal.

A abertura da aula teve início com missa presidida pelo bispo auxiliar de São Paulo e referencial para a Osib, dom José Roberto Fortes Palau e concelebrada pelo presidente da OSIB no regional Sul 1, padre Leandro dos Santos; pelo diretor da Faculdade Dehoniana, padre Marcelo Batalhoto e o coordenador da Escola para Formadores, padre Osmar Cavaca.

Na ocasião, os formandos contaram, ainda, com a aula inaugural ministrada por dom José Roberto Fortes Palau. Em sua palestra, o bispo discorreu sobre a formação sacerdotal à luz do documento intitulado “O dom da vocação presbiteral, Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis”, publicado pela Congregação para o Clero da Santa Sé.

O curso

Com quatro módulos a serem desenvolvidos nos períodos de férias – janeiro e julho, o curso tratará de assuntos como  “dimensão humano- afetiva; dimensão comunitária; dimensão espiritual; dimensão intelectual e pastoral. O primeiro módulo tem aulas das 8 às 12 horas, das 14 às 18 horas e das 20h às 22 horas, de segunda a sábado. Essa primeira parte será realizada até o dia 27 de janeiro, no campus da Faculdade Dehoniana, em Taubaté, (SP).

Neste primeiro módulo, as disciplina são as seguintes: Introdução Geral a Dimensão Humano-Afetiva da formação; Eclesiologia I – O documento 93 da CNBB Diretrizes para a formação dos presbíteros na Igreja no Brasil; Antropologia – Antropologia pedagógica e o processo formativo, Crise atual e juventude; Psicologia – Psicologia e processos formativos; Psicologia, maturidade e psicopatologias nos processos formativos; Pedagogia: Acompanhamento vocacional e aconselhamento; Metodologia: Metodologia para elaboração do artigo científico.

“O curso tem os mesmos reconhecimentos que o curso pós- graduação lato sensu e a qualidade também. Contudo, àqueles estão ainda cursando curso superior, o curso passa a ser de extensão, extra curricular “, afirma padre Leandro dos Santos.

Com informações da CNBB