Jovens do setor Alto da Serra participam do DNJ

Centenas de jovens das paróquias que compõem o Setor Pastoral Alto da Serra realizaram neste domingo, 31, do Dia Nacional da Juventude. O encontro ocorreu na Paróquia Santa Rita de Cássia em Santa Rita de Caldas e contou com a participação dos seminaristas da Arquidiocese de Pouso Alegre e também do reitor do Seminário, padre Ivan Paulo Moreira.

O dia foi encerrado com a Santa Missa no Santuário de Santa Rita de Cássia.

Novo Conselho Presbiteral é eleito pelo clero

reuniaodoclero_25102016Durante o último dia da reunião do clero, 26 de outubro, os padres presentes puderam eleger os nove novos membros do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Pouso Alegre.

O Conselho é formado por um grupo de Sacerdotes que, representando todo o Presbitério da Arquidiocese, deve ajudar Arcebispo no governo da Igreja particular de Pouso Alegre, a fim de se promover ao máximo o bem pastoral. Eles assumem com Dom Majella em caráter de co-responsabilidade pelo governo da Arquidiocese nas funções de ensinar, santificar e apascentar o Povo de Deus.

Pelo estatuto, são membros natos do Conselho Presbiteral, além do Arcebispo, o Vigário Geral da Arquidiocese, o Chanceler da Cúria Metropolitana, o Vigário Judicial, o Reitor do Seminário Arquidiocesano, o coordenador da Pastoral Presbiteral e o Coordenador de Pastoral.

Sendo assim, após a eleição, o Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Pouso Alegre ficou assim constituído:
– Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R.
– Cônego Wilson Mário de Morais (Vigário Judicial)
– Pe. Jésus Andrade Guimarães (Chanceler da Cúria)
– Pe. Juliano de Almeida (Vigário Judicial)
– Pe Ivan Paulo Moreira (Reitor do Seminário)
– Pe. Mauro Ricardo de Freitas (Coordenador de Pastoral)
– Pe. Fabiano José Pereira (Pastoral Presbiteral)
– Pe. Cláudio Antônio Braz
– Pe. Arquimedes Carvalho de Andrade
– Pe. Flávio Sobreiro da Costa
– Pe. Reinaldo dos Santos
– Cônego Mauro Morais
– Pe. Élton Cândido Ribeiro
– Cônego Sebastião Camilo
– Pe. Paulo Roberto de Andrade
– Pe. Agenor Roberto da Silva

Ficaram como suplentes: Pe. Samuel Gâmbaro, Pe. João Batista Neto, Pe. Leandro Luis e Pe. Benedito Ferreira.

 

 

“É preciso trabalhar mais a temática sobre família”

reuniaodoclero_25102016_7O responsável do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família – Sessão Brasil e professor da Universidade Católica de Salvador, padre Rafael Cerqueira Fornasier, esteve em Pouso Alegre durante os dias 25 e 26 de outubro para refletir com o clero sobre a exortação do Papa Francisco Amoris Laetitia.O encontro ocorreu no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Padre Rafael pertence ao clero de Niterói (RJ) e também já foi assessor nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família.

Na oportunidade, ele conversou com a reportagem do Portal da Arquidiocese de Pouso Alegre sobre o tema e afirmou que são muitos os dilemas enfrentados pela instituição familiar nos dias de hoje.

Qual a importância do texto do papa Francisco na reflexão sobre a família nos dias de hoje?
Acho que a primeira importância desse texto é dizer que o papa Francisco está ajudando a igreja, utilizando alguns teóricos da área da sociologia, a tematizar o tema da família. O que isso significa? Ao colocar, justamente, quais são os dilemas da família, mostra não somente o que a Igreja acolhe como projeto de família, mas a acolher aqueles que estão em outras situações familiares. Ao mesmo tempo, demonstra para a sociedade que muitas situações familiares não são questões resolvidas, que precisam ser avaliadas, estudadas. Há muitos debates em termos legislativos no mundo todo sobre certas situações, porque não são situações fáceis de serem tratadas.

Então, a escolha que o Papa fez de assumir o tema para o sínodo, foi pertinente numa época em que muita gente dizreuniaodoclero_25102016_9 que hoje não dá mais para falar de família. A contribuição do Papa demonstra como é preciso trabalhar mais o tema e encontra ecos no âmbito da pesquisa científica, das ciências humanas e sociais, que também estão se debatendo sobre o assunto. E a Igreja traz uma contribuição porquê também tem uma proposta que não é desconexa da realidade como um todo, da realidade humana.

Quais são os dilemas da instituição familiar hoje?
São muitos. Poderíamos colocar alguns poucos, como a vida “a dois para sempre”, “a abertura à vida”, “o casal chamado ou não a estar aberto a vida”. São muitos assuntos tratados, até mesmo para além do tema da união de pessoas do mesmo sexo, como a relação a três, a quatro. São grandes dilemas que vão surgindo que tocam escolhas pessoais mas que precisamos perceber qual o bem fundado disso para a pessoa, para as pessoas e para toda a sociedade. Como a família é assumida como um bem para as pessoas e para toda a sociedade e como ela deve ser assumida nesse sentido de criar, de fato, um bem para a dignidade humana?

O que significa dizer: “família, uma Igreja doméstica?
É uma expressão muito tradicional na reflexão teológica porque recorda que a Igreja começou nas casas. Quando a gente retoma as cartas de São Paulo e o inicio do cristianismo nascente, a Igreja começou nas casas. Jesus ia visitar e ali ensinava e partilhava. A Igreja doméstica é uma expressão muito antiga que falava do crescimento da Igreja mas que reenvia à vida familiar. Na vida familiar, já de uma tradição judaica, já se vivia os elementos fundamentais da fé, e o cristianismo procurou manter essa vivência familiar da fé, tão intensa que a gente passa a batizar as criancinhas. A vida de fé era tão grande que não se esperava crescer para batizar, pois se iria viver a fé.

Então, Igreja doméstica recorda esse papel de ser a família a transmissora da fé, o celeiro onde a fé cresce, é cuidada e transmitida para o seu entorno, para outras famílias. Claro que família jamais entendida do ponto de vista isolada. Não há uma igreja doméstica fechada em si mesma, pois ela não sobreviveria. A família é uma célula que dá origem a outras células e que jamais pode se fechar em si mesma. Igreja doméstica é um titulo que o papa Francisco continua dando às famílias e um convite, uma vocação, um apelo. A família precisa se assumir também e constantemente ela precisa ser ajudada a assumir esse título de Igreja doméstica.

Como deve se dar o diálogo entre a igreja, que tem seu modelo de família, e o mundo, que apresenta outros modelos de família, como a monoparental ou homoafetiva?
Em primeiro lugar, o diálogo tem que ser muito tranquilo. A gente deve perceber que a diferenciação, até para usar a terminologia de alguns sociólogos, a diferenciação não é uma discriminação, mas se faz uma diferenciação para se ver, de fato, os elementos positivos, os elementos que talvez deixam lacunas em determinados modelos ou situações familiares. E que a proposta eclesial, que também encontra respaldo e o suporte filosófico, psicológico, sociológico, é apresentado como uma proposta que possa de fato satisfazer o coração do ser humano.

 

Reitor e seminaristas participam de encontro da OSIB

O reitor do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, padre Ivan Paulo Moreira, e alguns seminaristas participam desde o dia 24 da 36ª Assembleia da OSIB (Organização dos Seminários e Institutos do Brasil) do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O encontro ocorre até nesta quinta-feira, 27, no Seminário São José em Guaxupé.

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A reflexão se dá sobre os objetivos e desafios da dimensão humano-afetiva no processo da formação presbiteral. A assessoria deste encontro está a cargo do padre José Carlos dos Santos da arquidiocese de Mariana. Ele é mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e professor na Faculdade Arquidiocesana e no Seminário São José de Mariana.

O encontro visa promover um espaço de diálogo diante dos desafios que a formação humano-afetiva impõe no processo de formação.  Além da extensa pauta de trabalhos, os participantes desta assembleia usufruirão ainda de eventos artísticos e uma confraternização preparados com dedicação pelos anfitriões.

 

Com informações: CNBB Leste 2

 

Comissão de Bens Culturais participa de encontro em Vitória

encontrovitoria3Representantes da Comissão de Bens Culturais da Arquidiocese de Pouso Alegre participaram entre os dias 24 e 27 de outubro do IV Seminário “Igreja e Bens Culturais: evangelização e preservação”. Participaram do encontro em Vitória-ES o padre Leandro Edevaldo, Priscila Morais, Lucas Garcia e Ana Cláudia.

O evento é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Leste 2, teve como o objetivo despertar nas dioceses o cuidado do patrimônio que possuem, como igrejas, objetos de arte sacra, documentos, fotografias e também os cuidados necessários para reformas e restauros.

Além de reflexões e diálogos, há visitas guiadas a igrejas da Arquitetura dos Jesuítas do séc. XVI, como: Santuário de São José de Anchieta, Igreja dos Reis Magos em Nova Almeida e Convento da Penha em Vila Velha.

 

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Orientações ao clero:
Durante a última atualização do clero da Arquidiocese de Pouso Alegre, nos dias 25 e 26 de outubro, a Comissão de Bens Culturais também explicou aos padres a atuação da comissão junto às Paróquias. No texto divulgado, é explicado que “os bens materiais e imateriais da Igreja representam não somente uma preciosidade histórica para a mesma, mas uma forma de contar a história da humanidade. Bens materiais tangíveis (como arte sacra, esculturas, pinturas, arquiteturas, entalhes, modelagens, projetos ornamentais, a música sacra, bibliotecas e arquivos eclesiásticos) e intangíveis (festas, toques de sinos, hinos) são os bens pelos quais a Igreja Católica pode remontar a história e cultura de um povo”.

A partir dessa reflexão, a comissão se coloca como aquela que quer “promover a formação e orientação com relação aos procedimentos de preservação e conservação de bens materiais e imateriais, bem como para adaptações e construção de novas igrejas em consonância com o Concílio Vaticano II. Além, disso, orientar o clero em ações educativas dirigidas à comunidade de fiéis sobre o valor evangelizador, catequético, pastoral e litúrgico dos bens culturais”.

Assim, toda obra de construção ou reparo que ultrapasse um valor pré-estabelecido deve ser remetido à aprovação da Comissão de bens Culturais, segundo recomendação e chancela do próprio Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R.