Paróquia de Fátima acolhe imagem Peregrina

90a19cba499f635275a1ef3eb5f40663Devotos da Padroeira do Brasil estiveram na matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Pouso Alegre (MG) na noite desta segunda-feira Santa (21) para acolher a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida.

Por volta das 18h30 muitos paroquianos já aguardavam na igreja a chegada da imagem peregrina. Em uma única voz foram recitadas orações e entoados cânticos marianos até o momento em que a Padroeira do Brasil foi entronizada na matriz pelo vigário paroquial, padre Adilson da Rocha.
Após a veneração dos fiéis que entravam no interior da igreja, Nossa Senhora Aparecida foi conduzida pelo corredor central até o presbitério e em seguida colocada no altar preparado para ela. Continuando a programação da noite, o pároco de Fátima, padre Adriano São João presidiu a Santa Missa da segunda-feira Santa.
A imagem peregrina que chegou a Paróquia de Fátima estava na Paróquia São José, no Distrito do Pantano. A visita segue até o dia 02 de abril pelas principais comunidades de Fátima. Até junho de 2017 Nossa Senhora Aparecida estará na Arquidiocese de Pouso Alegre.

Programação da visita da imagem jubilar de Nossa Senhora Aparecida:

– Dia 21/03 (Segunda-feira Santa)

18h30 – Chegada da imagem na matriz de Fátima.

19h – Santa Missa na matriz de Fátima.

– Dia 22/03 (Terça-feira Santa)

15h – Consagração na matriz de Fátima.

17h – Envio da imagem ao Carmelo da Sagrada Família.

– Dia 23/03 (Quarta-feira Santa)

Continuação da visita ao Carmelo da Sagrada Família.

– Dia 24/03 (Quinta-feira Santa)

Imagem segue para a Catedral para a “Missa da Unidade”.

– Dia 25/03 (Sexta-feira Santa)

Imagem retorna a matriz de Fátima.

– Dia 26/03 (Sábado Santo)

Continuação da visita a matriz de Fátima.

– Dia 27/03 (Domingo de Páscoa)

08h – Visita da imagem a comunidade Capela de Fátima (Fátima I).

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

– Dia 28/03 (Segunda-feira)

Visita da imagem ao Asilo Nossa Senhora Auxiliadora (Vicentinos)

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

19h – Visita da imagem e missa na comunidade São Sebastião (Cidade Jardim).

– Dia 29/03 (Terça-feira)

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

19h – Visita da imagem e missa na comunidade Santa Rita de Cássia (BH).

– Dia 30/03 (Quarta-feira)

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

19h – Visita da imagem e missa na comunidade Menino Jesus de Praga (Chaves).

– Dia 31/03 (Quinta-feira)

09h – Momento mariano com a participação da catequese.

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

16h – Visita da imagem e missa na Casa de São Rafael.

19h – Visita da imagem a comunidade Nossa Sra. Aparecida e Santo Ivo (NSA/Sto.Ivo)

– 01/04 (Sexta-feira)

15h – Recitação do terço e consagração na matriz de Fátima.

19h – Visita da imagem e missa na comunidade São Camilo de Léllis (São Camilo).

02/04 (Sábado)

18h – Recitação do terço e despedida da imagem.

* Imagens: Éder Couto/Web Rádio 13 de Maio
 

Bispos se preparam para 54ª Assembleia da CNBB

54Assembleia_CNBB“A Assembleia é momento muito precioso para nossa Conferência Episcopal e para as igrejas particulares. Trata-se de um espaço de oração, partilha, estudos e convivência fraterna.

Durante esses dias, fortalecemos a comunhão entre nós bispos”, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner.

A 54ª Assembleia Geral  (AG) da CNBB acontecerá no período de 6 a 15 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Este ano, o tema central será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo”. O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., participará todos os dias.

Entre os temas prioritários previstos estão a “Liturgia na Vida da Igreja”, a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a conjuntura político-social, a mensagem “Pensando o Brasil: crises e superações” e as mudanças do quadro religioso no país.

Pensando o Brasil

Na Assembleia, será preparado um novo volume da série Pensando o Brasil, que apresenta a visão do episcopado brasileiro acerca de temas da realidade do País.

Em 2014, na 52ª AG, foi elaborado o volume 1 do subsídio, que tratou dos “Desafios diante das eleições 2014”, com indicações para o pleito eleitoral que estava em curso. No ano passado o texto abordou as desigualdades.

Em 2016, os bispos devem dar pistas para as eleições municipais. De acordo com dom Leonardo, a mensagem sobre as eleições buscará orientar os fiéis no momento do voto. “Essa orientação não tem a ver com partido político, mas sim com opções políticas. A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia e a CNBB tem procurado ser fiel também às orientações e motivações do Santo Padre”, diz o bispo.

No texto, os bispos irão tratar das crises e superações, com base no momento atual do País. “A partir do Evangelho, dos documentos da Igreja e do Magistério do papa Francisco,  refletirá sobre essas crises, sejam elas culturais, políticas e sociais. E a partir desses textos, iremos propor superações”, antecipa dom Leonardo.

Programação

Este é o maior encontro do episcopado brasileiro. São esperados cerca de 320 bispos ativos e eméritos, dos dezoito regionais da CNBB. Diariamente, os trabalhos da Assembleia Geral iniciam com celebração da missa com laudes, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.

“Esse momento da missa nos ajuda a celebrar como Igreja.Todos os bispos, juntamente com os assessores e assessoras que participam da vida da CNBB e o povo de Deus, celebram na Casa da Mãe Aparecida. A força sempre vem da meditação e escuta da Palavra de Deus, mas também dos nossos gestos caritativos e misericordiosos. Tudo isso trazemos para a liturgia da Assembleia”, comenta dom Leonardo Steiner.

Tema central

A reflexão do tema “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo” foi iniciada em 2014, durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB.

O secretário geral, dom Leonardo Steiner, ressalta que nesta Assembleia o texto de trabalho será aprofundado, podendo ser aprovado como documento. O bispo considera o momento importante para refletir sobre a presença dos leigos na Igreja e na sociedade “Os nossos leigos, queridos irmãos batizados, têm papel muito importante na Igreja por conta da vocação que receberam pelo batismo e pela crisma.

São convidados a serem testemunhas de Jesus crucificado e ressuscitado”, diz. . Ainda de acordo com dom Leonardo, os leigos têm a missão de dinamizar as comunidades, sob a orientações dos sacerdotes.

“Eles estão presentes nos grupos, pastorais e movimentos da Igreja. Neste Ano da Misericórdia somos convocados a pensar a missão do leigo na sociedade, pois são eles que levam o consolo, a misericórdia, o cuidado para com os pobres, os necessitados”, pontua.

Sessões de trabalho

A 54ª Assembleia Geral da CNBB iniciará no dia 6, às 7h30, com uma missa no Santuário Nacional de Aparecida. A cerimônia de instalação da AG acontecerá no mesmo dia, às 9h15, no auditório do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho e será aberta à imprensa. Os trabalhos da Assembleia serão desenvolvidos em quatro sessões. O retiro dos bispos começará no dia 9 de abril, às 15h30, e terminará no domingo, 10, às 12h, com uma missa no Santuário de Aparecida.

O pregador será o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.  No dia 12 de abril, terça-feira, às 18h, haverá sessão solene ecumênica. A cerimônia de encerramento da Assembleia será realizada no Centro de Eventos, no dia 15 de abril, às 10h30.

Atendimento à imprensa

As entrevistas coletivas acontecerão sempre às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Eventos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia.

O porta-voz será o arcebispo eleito de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, dom Darci José Nicioli.

Contatos: imprensa@cnbb.org.br / (61) 8119-3762. 

 

Com informações do portal a12.com

Qual a importância da oitava da Páscoa?

Após o domingo de Páscoa a Igreja vive o Tempo Pascal; são sete semanas em que celebra a presença de Jesus Cristo Ressuscitado entre os Apóstolos, dando-lhes as suas últimas instruções (At1,2). Quarenta dias depois da Ressurreição Jesus teve a sua Ascensão ao Céu, e ao final dos 49 dias enviou o Espírito Santo sobre a Igreja reunida no Cenáculo com a Virgem Maria. É o coroamento da Páscoa. O Espírito Santo dado à Igreja é o grande dom do Cristo glorioso.

O Tempo Pascal compreende esses cinquenta dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados “como um só dia”. Dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico que: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, “como se fosse um único dia festivo”, como um grande domingo” (n. 22).

É importante não perder o caráter unitário dessas sete semanas. A primeira semana é a “oitava da Páscoa”. Ela termina com o domingo da oitava, chamado “in albis”, porque nesse dia os recém batizados tiravam as vestes brancas recebidas no dia do Batismo.

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Esse é o Tempo litúrgico mais forte de todo o ano. É a Páscoa (passagem) de Cristo da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo. No dia de Pentecostes a Igreja é introduzida na “vida nova” do Reino de Deus. Daí para frente o Espírito Santo guiará e assistirá a Igreja em sua missão de salvar o mundo, até que o Senhor volte no Último Dia, a Parusia. Com a vinda do Espírito Santo à Igreja, entramos “nos últimos tempos” e a salvação está definitivamente decretada; é irreversível; as forças o inferno vencidas pelo Cristo na cruz, não são mais capazes de barrar o avanço do Reino de Deus, até que o Senhor volte na Parusia.

A Igreja logo nos primórdios começou a celebrar as sete semanas do Tempo Pascal, para “prolongar a alegria da Ressurreição” até a grande festa de Pentecostes. É um tempo de prolongada alegria espiritual. Esse tempo deve ser vivido na expectativa da vinda do Espírito Santo; deve ser o tempo de um longo Cenáculo de oração confiante.

Nestes cinquenta dias de Tempo Pascal, e, de modo especial na Oitava da Páscoa, o Círio Pascal é aceso em todas as celebrações, até o domingo de Pentecostes. Ele simboliza o Cristo ressuscitado no meio da Igreja. Ele deve nos lembrar que todo medo deve ser banido porque o Senhor ressuscitado caminha conosco, mesmo no vale da morte (Sl 22). É tempo de renovar a confiança no Senhor, colocar em suas mãos a nossa vida e o nosso destino, como diz o salmista: “Confia os teus cuidados ao Senhor e Ele certamente agirá” (Salmo 35,6).

Os vários domingos do Tempo Pascal não se chamam, por exemplo, “terceiro domingo depois da Páscoa”, mas “III domingo de Páscoa”. As leituras da Palavra de Deus dos oito domingos deste Tempo na Santa Missa estão voltados para a Ressurreição. A primeira leitura é sempre dos Atos dos Apóstolos, as ações da Igreja primitiva, que no meio de perseguições anunciou o Senhor ressuscitado e o seu Reino, com destemor e alegria.

Portanto, este é um tempo de grande alegria espiritual, onde devemos viver intensamente na presença do Cristo ressuscitado que transborda sobre nós os méritos da Redenção. É um tempo especial de graças, onde a alma mais facilmente bebe nas fontes divinas. É o tempo de vencer os pecados, superar os vícios, renovar a fé e assumir com Cristo a missão de todo batizado: levar o mundo para Deus, através de Cristo. É tempo de anunciar o Cristo ressuscitado e dizer ao mundo que somente nele há salvação.

Então, a Igreja deseja que nos oito dias de Páscoa (Oitava de Páscoa) vivamos o mesmo espírito do domingo da Ressurreição, colhendo as mesmas graças. Assim, a Igreja prolonga a Páscoa, com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significa a Páscoa, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas.

Mas, só pode se beneficiar dessas graças abundantes e especiais, aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam, e que pedem. É uma lei de Deus, quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.

As mesmas graças e bênçãos da Páscoa se estendem até o final da Oitava. Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Páscoa e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Reclamamos tanto de nossas misérias, mas desprezamos tanto os salutares remédios que Deus coloca à nossa disposição tão frequentemente.

Muitas vezes somos miseráveis sentados em cima de grandes tesouros, pois perdemos a chave que podia abri-lo. É a chave da fé, que tão maternalmente a Igreja coloca todos os anos em nossas mãos. Aproveitemos esse tempo de graça para renovar nossa vida espiritual e crescer em santidade.

O Círio Pascal

O Círio Pascal estará acesso por quarenta dias nos lembrando isso. A grande vela acesa simboliza o Senhor Ressuscitado. É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra “círio” vem do latim “cereus”, de cera. O produto das abelhas. O círio mais importante é o que é aceso na vigília Pascal como símbolo de Cristo – Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado. O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília, por isso ele traz uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Ômega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.

O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do Tempo Pascal, ao lado do ambão da Palavra, até a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e o término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna.

No Vaticano, a cera do Círio Pascal do ano anterior é usada para a confecção do “Agnus Dei” (Cordeiro de Deus), que muitos católicos usam no pescoço; é um sacramental valioso para nos proteger dos perigos desta vida, pois é feito do Círio que representa o próprio Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Ele é confeccionado de cera branca onde se imprime a figura de um cordeiro, símbolo do Cordeiro Imolado para reparar os pecados do mundo.

Esses “Agnus Dei” são mergulhados pelo Papa em água misturada com bálsamo e o óleo Sagrado Crisma. O Sumo Pontífice eleva profundas orações a Deus implorando para os fiéis que os usarem com fé, as seguintes graças: expulsar as tentações, aumentar a piedade, afastar a tibieza, os perigos de veneno e de morte súbita, livrar das insidias, preservar dos raios, tempestades, dos perigos das ondas e do fogo – impedir que qualquer força inimiga nos prejudique – ajudar as mães no nascimento das crianças.

 

Prof. Felipe de Aquino – Blog Canção Nova

A Páscoa de Jesus Cristo: Desfrutar o tempo Pascal

Ir. João Antônio Johas Leão (Portal a12)

A Igreja nos acompanhou durante todo o nosso tempo de preparação para a Páscoa de Jesus. E agora que ele chegou, o que acontece?

Na vida, existem diversos “tempos” especiais para os quais nos preparamos de determinada maneira. Nos preparamos, por exemplo, para uma viagem de férias, para a maternidade e paternidade ou para alguma prova que precisamos estudar. Os exemplos são muitos, mas se olhamos atentamente, veremos que para cada situação nos comportamos de acordo com o que a realidade nos pede. Assim, se vamos viajar, preparamos as malas e por aí vai. Estamos chegando no tempo Pascal, para o qual nos preparamos durante quarenta dias quaresmais. E agora que ele chegou, o que acontece?

A Igreja nos acompanhou durante todo o nosso tempo de preparação para a Páscoa de Jesus. O nosso “arrumar as malas” foram as obras de caridade, uma oração mais intensa, leituras espirituais, resumindo, um esforço particular por deixar nossos corações mais abertos para que Jesus venha fazer aqui a sua morada. Agora chegou o dia da viagem, mas o que seria isso na Páscoa?

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Seria que desfrutemos com imensa alegria o dom que Deus nos faz em seu Filho ressuscitado. Todos sabemos, mas vale a pena meditar com carinho mais uma vez que “com a sua morte e ressurreição, Jesus indica a todos o caminho da vida e da felicidade”, como nos disse o Papa Francisco em sua mensagem ‘Urbi et Orbi’ na Páscoa do ano passado. Deus nos deu o maior de todos os presentes e espera que nós simplesmente o acolhamos em nossas vidas. Todo o tempo de preparação quaresmal foi para que possamos acolher de maneira renovada a Jesus em nossas vidas.

Por isso o tempo pascal é marcado, sobretudo, pela alegria. A verdadeira e profunda alegria cristã, que não impede as dores e sofrimentos, mas que os integra e os eleva à comunhão com Deus. No mistério da ressurreição está a fonte da nossa alegria porque aí vemos a vida vencendo a morte, o amor vencendo o ódio. “ “O amor é forte como a morte”, diz o Cântico dos Cânticos (8,6). Em Cristo, ele é mais forte do que a morte”! (Frei Cantalamessa, homilia de Sexta-feira Santa, 2013)

O Tempo Pascal, por sua vez, está inserido em um outro, que é o nosso Tempo aqui na Terra, a nossa vida cristã, que começou no Batismo e é eterna. Enquanto peregrinamos nessa vida, estamos em caminho rumo à Pátria Celeste, e ano após ano vivemos esse ciclo de tempos que chamamos de calendário litúrgico. Com ele, a Igreja caminha conosco e nos assiste na luta por uma vida cada vez mais santa.

Por que isso é importante? Porque não podemos esquecer que se bem a vitória de Cristo que celebramos no Tempo Pascal já aconteceu, precisamos estar sempre atentos para que ela se realize em nós. Pela nossa fragilidade, não podemos descuidar nunca da nossa luta contra o pecado, porque temos essa tendência a, pouco a pouco, nos afastar de Deus e esquecer de seus dons.

Vivamos esse Tempo Pascal com a maior de todas as alegrias possíveis, porque Deus se mostrou infinitamente misericordioso conosco. E por isso mesmo, nos aproximemos cada vez mais dele com um coração desejoso de ser cada vez melhor, mais fiel, mais santo.

Confira a mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco

UrbiEtOrbi_27-03-16O Papa Francisco celebrou a santa missa na manhã deste domingo de Páscoa, às 10,00 horas de Roma, na Paraça de S. Pedro repeleta de fiéis e peregrinos provenientes das diversas partes do mundo para assistir a esta celebração pascal e ouvir a mensagem e receber a bênção Urbi et Orbi do Santo Padre. A mensagem Urbi et Orbi foi proferida pelo Papa, a partir da varanda central da Basílica de S. Pedro, no fim da celebração eucarística, ás 12,00 horas de Roma.

Francisco iniciou por anunciar aos presentes que <<Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor! A sua Ressurreição realizou plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele baixou até ao fundo do abismo>>.

Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, prosseguiu o Papa, sómente uma infinita misericórdia nos pode dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e evitar-nos de afundar, permitindo-nos de continuar caminhando juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.

O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. Mt 28,5-6) oferece-nos, por conseguinte, a certeza consoladora de que o abismo da morte foi vencido e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor (cf. Ap 21,4). O Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, faz-nos agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência disse o Santo Padre, recordando que o nosso mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito,  um mundo no qual as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes acontecem dentro das paredes do nosso lar, e de conflitos armados a grande escala submetendo populações inteiras a provas inimagináveis.

Eis que Cristo ressuscitado indica portanto, ressaltou Francisco, caminhos de esperança para a querida Síria, um País devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil.

<<Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado, disse, as conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro, vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia>>.

A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, prosseguiu o Papa, favoreça a convivência entre israelianos e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas.

O Senhor Jesus, nossa paz (Ef 2,14), que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa da Páscoa, a nossa proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões e Costa do Marfim; Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África; penso, acrescentou Francisco, de modo particular ao Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais.

E Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte; seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta de par em par para todos. E fez votos para que a sua mensagem pascal possa resplandecer cada vez mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do País, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração entre todos. Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, únicos elementos capazes de poder garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.

Mas também, o Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, ressoa através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e das mulheres em busca de um futuro melhor, grupos cada vez mais númerosos de migrantes e refugiados – entre os quais muitas crianças – que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social. Esses nossos irmãos e irmãs, disse o Santo Padre,  que nos seus caminhos encontram com demasiada frequência a morte ou a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda. E Francisco fez votos para que a próxima Cimeira Mundial sobre a Ajuda Humanitária não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Neste dia glorioso, o pensamento do Santo Padre se estende também ao sofrimento da nossa Mãe Terra “ainda assim tão abusada e vilipendiada mediante uma exploração ávida pelo lucro, que altera o equilíbrio da natureza causando efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta”.

O pensamento de Francisco se estende ainda à todos os “nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e pela sua lealdade a Cristo” para lhes dirigir ainda hoje as palavras de Cristo: «Não tenhais medo! Eu venci o mundo!» (Jo 16,33). Hoje é o dia radiante desta vitória disse o Papa.

Finalmente, o Santo Padre dirigiu uma palavra de conforto e de esperança para “todos aqueles, disse, que nas nossas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem esvanecer as forças, para os jovens aos quais parece não existir o futuro, a todos eu dirijo mais uma vez as palavras do Ressuscitado: «Eis que faço novas todas as coisas… a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante» (Ap 21,5-6). Esta mensagem consoladora de Jesus, concluiu dizendo Francisco, possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem, para assim construir estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos. Dessa reconciliação com Deus e com os irmãos, ressaltou Francisco, temos hoje tanta necessidade.

No fim, Francisco agradeceu à todos pela presença festosa e a alegria que souberam trazer neste dia Santo. A todos pediu que continuem a rezar por Ele.

 

Com informações Agência News.Va