Setor pastoral Extremo Sul realiza encontro com os catequistas

20150530115012Cerca de 80 catequistas do setor pastoral Extremo Sul da Arquidiocese de Pouso Alegre estiveram reunidos neste sábado, 30, para um dia de formação e reflexão.

O encontro ocorreu no Centro Pastoral da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Extrema. O palestrante foi o professor Giovanni Marques, que abordou o tema Psicopedagogia das idades.

O dia foi organizado pela coordenação setorial da Pastoral Bíblico-Catequética.

 

 

Fotos e informações: Pe. Robson da Silva

Conheça o "Projeto Lectionautas" da Comissão Bíblico-Catequética

A Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil oferece o projeto Lectionautas, que quer ajudar os internautas a rezarem com a Palavra de Deus a partir das novas mídias. O projeto nada mais é do que a utilização da Leitura Orante da Sagrada Escritura, mas de modo virtual. Quem participa é chamado de “Lectionauta”.

“A partir de agora serás um LECTIONAUTA, ou seja, um navegante do amplo e fascinante oceano da Palavra de Deus. Pouco a pouco descobrirás a Verdade em um rosto, verás como sua presença te inundará e aprenderás a ajustar teu estilo de vida à única fonte de formação que é capaz de responder com sabedoria e atualidade a todos os teus questionamentos existenciais. Jesus te pede a maior riqueza que possuis: tua juventude! Ele quer torná-la plena de alegria e esperança autêntica, de critério e discernimento em tuas decisões. Ele não atenta contra teus sonhos e desejos, mas te convida a voar mais alto. Ele respeita a tua intimidade e aceitará os festivos batimentos do teu coração. Bem-vindo, então, a esta maravilhosa aventura de ser discípulo/a missionário/a de Jesus. Esta é a oportunidade para que demonstres a ti mesmo e ao mundo que navegar pela Palavra de Deus e aprender dela é tarefa que também corresponde aos jovens do Brasil!”, está escrito na apresentação do projeto.

Todos os dias, um texto bíblico ajuda o internauta a rezar a vida, com suas alegrias e tristezas, esperanças e desesperanças.

A Trindade e a Unidade em Deus segundo os Padres da Igreja

Ssma Trindade_2Introdução
Domingo, dia 31 de maio festejaremos a Santíssima Trindade, festa linda, cheia do amor de Deus para a realidade humana. É envolvente para o ser humano, o mistério do Deus Uno e Trino de tal modo que, no início de uma vida ou de uma atividade, uma celebração eucarística, outros sacramentos e o fim das atividades, são invocadas as três Pessoas da Santíssima Trindade. Para quem tem fé, o mistério é fascinante, atraente; nele há a plenitude das coisas, da vida com que o ser humano sonha e busca com muito amor uma participação de sua realização neste mundo e um dia na eternidade. No entanto, não basta só falar sobre o mistério: é preciso entrar nele, através da oração, da contemplação e da adoração. No momento atual, da crise da modernidade, marcados pelo individualismo e fragmentação das coisas, faz-se necessária uma experiência de Deus Uno e Trino para realizar as coisas em conformidade com o seu plano em relação ao ser humano. Uma pastoral, um movimento, cada um de nós teremos uma atuação junto ao Povo de Deus e na sociedade com maior ânimo e força, a partir de sua fonte original, Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. A fé cristã, católica não diz que eles são três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. O pensamento trinitário foi bastante desenvolvido em todo o período patrístico de modo que veremos alguns dos padres da Igreja, como especificaram o mistério em suas vidas e na missão na comunidade eclesial e no mundo.

1. A doutrina trinitária na liturgia e os termos Trindade, Pessoa, criação do ser humano.
Em geral tem os padres da Igreja elaboraram a doutrina da Unidade e da Trindade em Deus ligada ao batismo e à liturgia eucarística através do Credo, os creios nas suas formas apostólica e o niceno-constantinopolitana. Aqueles e aquelas que recebiam o batismo, a crisma e a eucaristia na noite santa, isto é no sábado santo proferiam a sua fé pública em Deus Uno e Trino e como o deviam demonstrar essas verdades na sua vida pessoal, comunitária e social.

Ssma Trindade

É claro que a doutrina trinitária teve alguns pensadores, pessoas importantes que ajudaram ao povo de Deus a viver o mistério em suas vidas. Tertuliano(160-220) foi o primeiro padre da Igreja que aplicou o termo latino Trinitas(Trindade) às três Pessoas Divinas. Ele explica a compatibilidade entre a unidade e a trindade de Deus fazendo ressaltar a unicidade das três na sua substancia. O Filho é da substância do Pai. O Espírito Santo é do Pai através do Filho. Por isso Tertuliano afirma sempre que tem uma só substancia nas três pessoas unidas. Tertuliano é também o primeiro a usar o termo persona (Pessoa), relação, destinado a tornar-se assim célebre no desenvolvimento de todo o pensamento trinitário, posterior. Apresenta o Logos como outro do Pai no sentido da Pessoa não da substância pela distinção não pela divisão. Tertuliano aplica o termo Pessoa também referido ao Espírito Santo, que ele chama a terceira Pessoa. Na Obra Adversus Praxean, 12, encontramos uma referência linda da santíssima trindade em relação à criação do ser humano, homem e mulher: “A pluralidade na Trindade está ligada à unidade, e por isto nos perguntamos se seria possível um só e singular ser exprimir-se ao plural e dizer: Façamos o homem a nossa imagem e semelhança? Não teria antes dito: Faço o homem a minha imagem e semelhança, enquanto ser único e singular? E logo em seguida nós lemos: vês, o homem tornou-se como um de nós. Não era porque junto ao Pai, estão o Filho e o Espírito Santo que se expressam no plural, considerando-se este aspecto como múltiplo? Certo a razão estava no fato porque já tinha junto de si o seu Filho, o seu mesmo Verbo, a segunda pessoa e além disto uma terceira pessoa, o Espírito no Verbo. Por isto adotou à arte as formas do plural: façamos a nossa imagem; fez-se como um de nós. Com quem criava de fato o homem? e a quem o fazia semelhante? Falava com o Filho que devia revestir a forma humana e com o Espírito que devia santificar o ser humano(homem e mulher), como se falasse com outros ministros e testemunhas”.

Orígenes(185-253) também desenvolveu a doutrina trinitária, bastante expressiva na teologia posterior ao afirmar que o Pai é ingerado, o Filho gerado e o Espírito Santo procede do Pai pelo Filho. Ele tem presente que nunca teve um tempo em que o Filho não existisse, mas Ele sempre existiu junto do Pai, assim como o Espírito Santo.

2. A manifestação do mistério do Deus Uno e Trino
Gregório de Nazianzo(330-390) falou da manifestação do mistério por etapas na história humana. O Bispo Gregório era convicto de que a Trindade se revelou ao ser humano aos poucos, progressivamente e pedagogicamente, de modo que Deus mesmo preparou a humanidade à sua manifestação. O AT anunciou de modo explícito a existência do Pai, enquanto a existência do Filho foi anunciada de modo mais obscuro. O NT manifestou a existência do Filho, enquanto faz soar nas entrelinhas a natureza divina do Espírito Santo.

O ser humano foi educado por Deus, para acolher o mistério da Trindade, também pela palavra da Igreja. Esta, aos poucos, foi anunciando a divindade do Pai para assim proclamar manifestamente a do Filho e do Espírito Santo. Dessa forma, não houve uma apresentação de um alimento superior às nossas forças ou se nós tivéssemos que perceber a luz do sol, bastante forte, com um uma vista por demais débil e fraca. Assim Gregório diz que nós adoramos Deus, o Pai, Deus, o Filho, e Deus, o Espírito Santo, três Pessoas numa única natureza divina, à qual é dada a glória, a honra, a onipotência. Não são três seres separados, um do outro, à maneira do politeísmo, como fez Ário ou a doutrina idealizada por Sabélio. O Nazianzeno, como os Padres desse período histórico, procuraram superar essas duas heresias: de um lado, a confusão proveniente de Sabélio, que negava as Pessoas para ressaltar a unidade em Deus, e, de outro, as Pessoas tornavam-se essências diferentes, negando-se a unidade.

Ssma Trindade_33. O que dizer da Trindade?
Para falar da Trindade, Gregório de Nazianzo reforçou a unidade em Deus: um só é Deus, privado de início de causa, não-circunscrito por um ser a ele anterior ou que poderá vir posteriormente. Gregório afirma que as três Pessoas são eternas, estão fora do tempo e do espaço: “Desde quando o Pai existe? Não existe um momento no qual o Pai não existisse; ele sempre existiu. Isto vale também para o Filho e o Espírito Santo”. Assim o Filho e o Espírito Santo são coeternos com o Pai, porque provêm dele. Como o Pai é sem princípio, o Filho e o Espírito Santo são sem princípio, assim como o sol não é anterior à luz.
O Nazianzeno descreve a geração do Filho; ela não é sujeita a paixões (apathês), pelo fato de que é sem corpo (asômatos), enquanto que a geração humana é sujeita às paixões, porque é corpórea. Na geração do Filho, o Pai não sofreu paixão alguma, totalmente diferente das gerações que se confiam à carne, porque é espiritual, inefável, divina. Se, na realidade humana, o pai tem o seu início como pai pelo nascimento de um filho seu, na realidade divina, o tempo não existe, porque as duas Pessoas coexistem, sendo que uma não é anterior à outra.

O Pai é Deus e o é desde sempre, assim como o Filho e o Espírito Santo, um só Deus em três pessoas. Assim a geração do Filho não pode ser compreendida em termos humanos, porque ela foge da razão; ela é também fora do tempo, é eterna, porque o Pai é eterno. Se a própria geração humana é incompreensível, tanto mais aquela divina, a ponto de Gregório dizer: “Quanto Deus é impenetrável ao homem, tanto a geração celeste é mais incompreensível para ti”.

A visão que Gregório tem do Espírito é a sua procedência do Pai. Ele não é gerado, porque ele não é o Filho, mas ele é Deus como o Pai e o Filho. A ele não falta nada, porque é Deus, assim como também o Filho. Ele não é diminuído segundo a substância, enquanto os termos de “não ter sido gerado”, “ter sido gerado e proceder” indicam o Pai, o Filho e o Espírito Santo, de modo que se conserva não confundida a distinção das três pessoas na única natureza e única dignidade da essência divina. O Filho não é o Pai; o Pai não é o Filho e o Espírito Santo não é o Pai e o Filho. Os três são uma só divindade quanto à natureza e único ser.

4. A Trindade Santa como Luz e Sabedoria e uma só Essência
Agostinho(350-430) fala do mistério da Santíssima Trindade; “O Pai é luz, o Filho é luz, o Espírito Santo é luz; todas as três juntas não constituem três luzes, mas uma só luz. Como conseqüência o Pai é sabedoria, o Filho é Sabedoria e o Espírito Santo é Sabedoria e juntas não fazem três sabedorias, mas uma só Sabedoria. E porque ser é a mesma coisa que ter sabedoria, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma só essência. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus. A Santíssima Trindade mora em nós. Agostinho afirmava que depois que Cristo partiu para a casa do Pai, as três pessoas permaneceram nas pessoas de uma forma espiritual não só o Espírito Santo, mas também o Pai e o Filho.

Ambrósio, bispo de Milão(340-397) diz que o Pai é único, o Filho Unigênito único é único é também o Espírito Santo é único, porque o Pai não é o Filho, nem o Filho é o Pai e nem menos o Espírito Santo é o Filho. Uma pessoa é o Pai, uma outra é o Filho e uma outra ainda o Espírito Santo. Nós lemos de fato; eu pedirei ao Pai e Ele dará um outro Consolador(cf. Jo 14,16); e não há que um só Deus”.

Na mesma linha, o bispo Atanásio de Alexandria(328-373) afirmou a doutrina trinitária contra a doutrina ariana do ser criatura do Filho: “A Trindade santa e perfeita é aquela que se revela no Pai e no Filho e no Espírito Santo; nada de estranho ou extrínseco se lhe mistura, nem consta do Criador e da criatura; mas possui em si todo o poder de criar e fazer. Sua natureza é também igual e indivisa e una é sua eficácia e ação. Pois o Pai, pelo Verbo no Espírito Santo, tudo faz e, deste modo, se conserva a unidade da santa Trindade”.

Conclusão
Nós somos chamados a acolher Deus Uno e Trino em nossas vidas através do batismo, da crisma, da eucaristia e outros sacramentos, bem como pela oração, adoração, meditação da Palavra de Deus. Deus mora em nós. É preciso descobrir esta presença salvadora e amigável em nossos corações, mente, corpo humano, espírito. Nós devemos adorar Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo em nossas vidas, não como três deuses, mas um só Deus em três Pessoas. É o mistério envolvente em tudo aquilo que realizamos neste mundo. Ele é o principio e o fim de tudo. Procuremos realizar todas as pastorais e os movimentos, sacramentos, ações, em nome de Deus Uno e Trino. Os Padres da Igreja desenvolveram a doutrina trinitária tendo presentes a Unidade em Deus e as Três Pessoas divinas e a sua relação com a criação do ser humano, homem e mulher e toda a natureza. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, Amém.

 

Artigo de Dom Vital Corbellini – Bispo de Marabá (PA)

Papa Francisco pede renovação no anúncio do Evangelho

Francisco_nova evangelizaçãoParticipantes da Plenária do Pontifício Conselho para a Nova Evangelização foram recebidos em audiência pela papa Francisco na manhã desta sexta-feira, 29, no Vaticano. Em seu discurso, Francisco falou sobre a relação entre evangelização e catequese e recordou que é preciso ler os sinais dos tempos para anunciar, da melhor maneira possível, a mensagem de Cristo. Ele ressaltou que a missão é sempre idêntica e que anunciar o Evangelho requer renovação, com sabedoria pastoral.

“Isto é o que os homens esperam hoje da Igreja: que saiba caminhar com eles oferecendo a companhia do testemunho da fé, que nos torna solidários com todos, em especial com os mais sós e marginalizados. Quantos pobres aguardam o Evangelho que liberta! Quantos homens e mulheres, nas periferias existenciais geradas pela sociedade consumista, aguardam a nossa proximidade e a nossa solidariedade”, disse Francisco.

Urgência da catequese

Para o papa, “o Evangelho é o anúncio do amor de Deus que, em Jesus Cristo, nos chama a participar da sua vida”.

No contexto da nova evangelização, Francisco lembrou que a catequese é fundamental e requer coragem, criatividade e decisão para empreender caminhos às vezes ainda inexplorados.

“A catequese, como componente do processo de evangelização, precisa ir além da simples esfera escolar, para educar os fiéis, desde crianças, a encontrar Cristo, vivo e operante na sua Igreja. O desafio da nova evangelização e da catequese, portanto, se joga justamente neste aspecto fundamental: como encontrar Cristo, qual é o local mais coerente para encontrá-lo e segui-lo”, acrescentou.

 

Com informações da CNBB

Pastoral do Menor escreve sobre redução da maioridade penal

pastoraldomenorA Pastoral do Menor Nacional (Pamen), organismo da CNBB, elaborou uma carta dirigida aos deputados federais que integram a Comissão Especial de Elaboração da PEC do rebaixamento da idade penal.

O bispo referencial da Pastoral do Menor Nacional, Dom Luiz Gonzaga Fechio, explica os argumentos pelos quais a Pamen se posiciona contraria a aprovação da PEC 171/93.

“Nós falamos, debatemos, conversamos bastante e as pesquisas mostram isso, estudiosos revelam isso, embora tenham os que pensam de forma contrária, mas a redução da maioridade penal não é a solução para resolver a questão difícil pela qual passam os nossos irmãos menores de dezoito anos, afinal precisamos trabalhar as causas e não os efeitos. Essa nota tem por finalidade fazer com que o nosso Governo reflita melhor suas ações, aquilo que deve aplicar economicamente de forma especial, politicamente para que nós não tenhamos na sociedade situações cada vez maiores que favorecem essa triste constatação que temos que situações que envolvem os menores.”

O bispo espera que a carta propicie aos deputados uma reflexão profunda e tomada de consciência de que, somente vão fazer justiça, quando possibilitarem através de políticas públicas, que o jovem tenha condições de ser um cidadão e viver com dignidade, somente deste modo, ele não terá meios de ser envolvido pelas circunstâncias adversas como o tráfico de drogas. “Não somos favoráveis à impunidade, somos favoráveis que o ECA seja melhor efetivado, levado a sério no que diz respeito as medidas sócio educativas”.

O bispo evoca a consciência Cristã dos deputados, idagando-os: “O que Jesus faria no nosso lugar? Com certeza, não enviaria adolescentes às prisões”.

Confira a carta:

Carta aos Deputados Federais membros da Comissão Especial de Elaboração da Proposta de Emenda à Constituição Federal que Reduz a Maioridade Penal no Brasil.

”Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.

-Evangelho de São Mateus

A Pastoral do Menor, organismo da CNBB, à luz do Evangelho e em consonância com o posicionamento da própria CNBB, considerando toda a discussão ocorrida nos últimos meses acerca da Proposta de Emenda à Constituição Federal que Reduz a Maioridade Penal no Brasil, deseja reafirmar a própria POSIÇÃO TOTALMENTE CONTRÁRIA À ESSA MODIFICAÇÃO.

O Papa Francisco ao acolher a delegação da Associação Internacional de Direito Penal , no dia 23 de outubro de 2014 tem afirmado:

“…vivemos em tempos nos quais, tanto por parte de alguns sectores da política como de certos meios de comunicação, por vezes se incita a violência e a vingança, pública e privada, não só contra quantos são responsáveis por ter cometido delitos, mas também contra aqueles sobre os quais recai a suspeita, fundada ou não, de ter infringido a lei.

…há por vezes a tendência a construir deliberadamente inimigos: figuras estereotipadas, que concentram em si todas as características que a sociedade sente ou interpreta como ameaçadoras. Os mecanismos de formação destas imagens são os mesmos que, outrora, permitiram a expansão das ideias raciais.

…deploráveis condições de detenção que se verificam em diversas partes do planeta constituem muitas vezes um autêntico aspecto desumano e degradante, sendo muitas vezes o produto das imperfeições do sistema penal, outras, da carência de infraestruturas e de planificação, e em muitos casos mais não são que o resultado do exercício arbitrário e cruel do poder sobre as pessoas privadas da liberdade.

Os Estados devem abster-se de castigar penalmente as crianças, que ainda não completaram o seu desenvolvimento para a maturidade e por este motivo não podem ser acusadas. Ao contrário, elas devem as destinatárias de todos os privilégios que o Estado é capaz de oferecer, quer no que diz respeito a políticas de inclusão quer no respeitante a práticas que se orientam para fazer crescer nelas o respeito pela vida e pelos direitos dos outros.”

As palavras do Papa nos permitem discernir sobre o tema da redução da maioridade penal nos colocando claramente diante de uma decisão que vai bem além de uma mera questão legalista, pois necessariamente nessa arena atual de discussão se confrontam dois grandes blocos de valores humanos.

De um lado podemos priorizar os valores da vingança, ódio, discriminação, encarceramento, total ausência de oportunidade, confinamento e de uma forte tendência a um perigoso higienismo social. Do outro lado temos os valores cristãos dos direitos humanos, dos processos de oportunidade e respeito absoluto à pessoa humana, da presença de uma tolerância educativa e restaurativa, de ações preventivas que possam interromper esse ciclo de violência e, sobretudo o valor da vida e não da morte. Afinal essa é a escolha necessária diante dessa proposta.

Prezados Deputados e Prezadas Deputadas da Comissão Especial, a Pastoral do Menor, em total afinidade com a posição do Papa Francisco e norteada pela Palavra de Deus que quer vida em abundância para todos e não morte e castigo social, reafirma a POSIÇÃO CONTRÁRIA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL.

Semeemos fraternidade, igualdade, amor, justiça, igualdade e equidade social, assim não será necessário reduzir os direitos de nenhuma pessoa humana.