Cônego Braz celebra 48 anos de sacerdócio

Nesta sexta-feira muitos fiéis se reuniram na Matriz de São José para a Celebração Eucarística em que a comunidade rendeu graças a Deus pelos 48 anos de Ordenação Presbiteral do seu pároco emérito, Cônego Braz Tenório Rocha, que presidiu a missa, concelebrada pelos padres Vanir Ramos Barbosa (pároco) e João Batista de Godoi (vigário paroquial).

Na homilia, Cônego Braz, agradecendo ao Senhor da vida o dom do sacerdócio, discorreu sobre o ministério presbiteral e falou da alegria de ter servido ao Povo de Deus em diferentes paróquias e, há quase dezenove anos, aos paroquianos de São José. No final da missa, foi homenageado pela Srª Maria Isabel Barbosa (Bezinha) com uma bela composição musical feita por ela especialmente para essa comemoração. Em nome da comunidade, a professora Arlete Cintra Goulart expressou o agradecimento pelo serviço ministerial prestado pelo Cônego Braz e disse do carinho da comunidade pelo sacerdote aniversariante, e Cecília de Fátima Paiva entregou-lhe um presente.

Padre Vanir, lembrando que o Cônego Braz exerce o sacerdócio em nossa cidade desde sua posse como pároco no dia 16 de agosto de 1993, pediu-lhe que abençoasse ao Padre João Batista e a ele. Após a bênção dada também à assembléia, Cônego Braz, agradecendo o apoio dos dois sacerdotes e da comunidade, disse de sua alegria e gratidão pela presença de tantas pessoas e pela demonstração de carinho dos fiéis. Em seguida, recebeu o cumprimento de todos.

Dados biográficos

Filho de José Tenório Rocha e Maria Claudina de Jesus, Cônego Braz nasceu no dia 20 de dezembro de 1938 em Conceição dos Ouros, quando o município ainda era distrito de Paraisópolis. Foi ordenado presbítero por Dom José D’Ângelo Neto na Matriz de Nossa Senhora da Conceição em sua terra natal no dia 29 de junho de 1964. Exerceu o ministério sacerdotal nas paróquias São Francisco de Paula (Ouro Fino), Nossa Senhora da Piedade (Crisólia), Nossa Senhora da Conceição (Conceição dos Ouros), Nossa Senhora da Consolação (Consolação), Santa Rita de Cássia (Santa Rita de Caldas) e São José (Paraisópolis), da qual se tornou pároco emérito em 1º de agosto de 2001.

No período em que foi responsável pela direção da Paróquia São José realizou diversas obras entre as quais se destacam a reforma da Igreja Matriz, da Capela da Soledade e de diversas capelas rurais; construção da capelinha do Salão Paroquial e da moderna Igreja de Santo Antônio, significativo referencial para um grande setor urbano da paróquia; reforma da casa paroquial e construção de uma nova residência presbiteral junto à Igreja de Santo Antônio. Isso ao lado de uma atenção especial para com a emissora paroquial, a Rádio Paraisópolis.

Exerceu ainda relevantes serviços em diversos organismos administrativos e pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre. Em reconhecimento pela sua dedicação à Igreja, Cônego Braz recebeu, no início de 2011, do Arcebispo Dom Ricardo Pedro o título de Cônego.

(O Paraíso de José: 160 anos da Paróquia São José, Luiz Gonzaga da Rosa, Editora Santuário, 2010)

Fotos da Celebração

Dom José Francisco recebe pálio das mãos do Papa Bento XVI

Dom José Francisco Rezende Dias, filho da Arquidiocese de Pouso Alegre e Arcebispo da Arquidiocese de Niterói recebeu na manhã desta sexta-feira, 29, Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Pálio, uma espécie de colarinho de lã branca, com cerca de cinco centímetros de largura e dois apêndices. Nele estão bordadas seis cruzes. É confeccionado com a lã de dois cordeirinhos, ofertados ao Papa por jovens romanas, no dia 21 de janeiro de cada ano, data da festa de Santa Inês. A lã posteriormente é tecida pelas monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecília, em Roma.

Leia a homilia do Papa Bento XVI durante a imposição dos Pálios
Veja o vídeo da missa da imposição dos Pálios

Nos primeiros séculos da era cristã, o Pálio era usado exclusivamente pelos Papas. A partir do sexto século é que passou a ser usado também pelos arcebispos metropolitanos. Os pálios são abençoados pelo Papa e colocados sobre o túmulo do Apóstolo São Pedro, sobre o qual está o altar principal da Basílica Vaticana. No dia 29 de junho, os Pálios são dali levados para a celebração eucarística e colocados sobre o colarinho dos novos arcebispos.

Em sua homilia, o santo padre afirmou a necessidade dos arcebispos serem verdadeiros colaboradores de Cristo à frente do seu povo.

“Amados Metropolitas, o pálio, que vos entreguei, recordar-vos-á sempre que estais constituídos no e para o grande mistério de comunhão que é a Igreja, edifício espiritual construído sobre Cristo como pedra angular e, na sua dimensão terrena e histórica, sobre a rocha de Pedro. Animados por esta certeza, sintamo-nos todos juntos colaboradores da verdade, que – como sabemos – é una e «sinfónica», exigindo de cada um de nós e das nossas comunidades o esforço contínuo de conversão ao único Senhor na graça de um único Espírito”, disse.

Cada ano cerca de 35 arcebispos do mundo inteiro recebem o pálio. Quando retornam para suas arquidioceses, levam não só o colarinho de lã que lhes foi imposto pelas mãos do sucessor de São Pedro, mas também o compromisso de traduzir nas atividades pastorais aquilo que esse tradicional sinal litúrgico representa, isto é, a fé em Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador, o compromisso de imitar o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas, e a comunhão com a Sé Apostólica.

Entre os 44 arcebispos que receberam o pálio em Roma, estão os seguintes brasileiros:

Dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC).
Dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ).
Dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO).
Dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP).
Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI).
Dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG).
Dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

"Solenidade de São Pedro e São Paulo", por Dom Orani Tempesta

† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

 

O dia 29 de junho é marcado por uma solenidade muito especial na vida da Igreja, que recorda os dois pilares da fé cristã que, com afinco e dignidade, trabalharam para que nossa fé crescesse e se consolidasse. A Solenidade de São Pedro e de São Paulo por razões pastorais, no Brasil, é transferida para o domingo seguinte. Estes apóstolos foram homens de pregação e de testemunho eloquentes, que ensinaram para toda a Igreja um ardor sempre crescente pelas coisas de Deus. A fé de Pedro e o ardor missionário de Paulo são motivos de bendição a Deus, que opera maravilhas na vida de seus santos em favor de todo o gênero humano. Ambos, por causa do Evangelho, ofereceram livremente suas vidas e foram martirizadosem Roma. Pedropor crucifixão e Paulo por decapitação.

Pedro recebeu a missão especial de conduzir o rebanho de Cristo, a Igreja. Paulo anuncia a Boa-Nova e proclama às nações a Palavra, manifestando-lhes o Evangelho da Salvação. O anúncio e o pastoreio, em comunhão com os mais profundos ensinamentos de Jesus, fazem da Igreja um sustentáculo vivo de edificação de vidas comprometidas com o Reino de Deus aqui na Terra. A Igreja, como guardiã do “depósito da fé”, vê em Pedro e em Paulo anunciadores ímpares e fundamentais para o crescimento da Palavra de Deus no mundo inteiro. Por esse motivo celebramos, neste dia, o Dia do Papa. O Papa é o sucessor do Apóstolo Pedro e tem a missão de conduzir a Igreja na Verdade, que é Cristo, firmada e alicerçada sempre mais na Palavra de Deus e no Testemunho dos apóstolos.

Portanto, é um dia especial de oração pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, pedindo que Deus o conserve e o ilumine com todas as luzes para bem servir à Igreja e ser sinal para o mundo. Os sofrimentos vividos com serenidade e paz pelo Papa Bento XVI são sinais da fortaleza do Espírito Santo em sua vida. A Igreja recolhe hoje em todas as missas o “óbolo de São Pedro”, como presente ao Santo Padre, que ele utiliza para as obras caritativas pelo mundo.

Pedro e Paulo são considerados “colunas mestras” da Igreja primitiva. Eles são responsáveis, sem dúvida, pelo desenvolvimento da Igreja tal qual aconteceu. Suas personalidades diferentes, mas colocadas a serviço da evangelização, celebradas no mesmo dia, são expressão da natureza da Igreja – comunhão na diversidade. Diversidade de carismas e ministérios e um único Senhor e mestre: Jesus Cristo. Com tudo e com todos, como diria São Paulo, tornar Cristo sempre mais conhecido e amado, seguido e testemunhado.

Olhando para este contexto de comunhão na diversidade, é notável o testemunho de assistência do Espírito Santo à sua Igreja. Em cada época e situação ele suscita na Igreja um Pontífice, chamado a dar ênfase numa determinada questão de época enfrentada pela Igreja. Cada qual dá seu testemunho e sua colaboração segundo as inspirações do próprio Deus para nós.

Esta solenidade nos ajuda a rezar por toda a Igreja e perceber a presença contínua do Senhor junto dela, ajudando-a a enfrentar as adversidades e as ondas gigantes que se lançaram no passado, e ainda hoje, sobre a barca de Pedro, conduzida agora por Bento XVI. A Igreja está edificada sobre a pedra angular, que é Cristo, e por isso mesmo nunca estará só.

Os apóstolos Pedro e Paulo são modelos de discípulos de Jesus, missionários do Mestre, seguidores do Cristo. A pregação de Pedro, constante e convincente, mostra que Jesus constituiu a sua comunidade a partir de pessoas fracas e simples, pequeninas, revelando que Deus se utiliza dos fracos para confundir os fortes, e assim vai se realizando a história da salvação.

Olhando para o exemplo de Pedro e Paulo, rezemos por toda ação missionária da Igreja em nossos tempos, com seus muitos e complexos desafios para a evangelização. Que assim como Pedro e Paulo encontraram caminhos e posturas coerentes para superarem as situações próprias de seu tempo, Bento XVI também os encontre e possa, assim, continuar conduzindo a Igreja de Cristo pelos mares da Contemporaneidade. Que a Igreja leve Cristo a todos e em todas as situações.

Rezemos juntos pelo Santo Padre o Papa: “Ó Deus, que na vossa providência quisestes edificar a vossa Igreja sobre São Pedro, chefe dos apóstolos, fazei que o nosso papa Bento XVI, que constituístes sucessor do apóstolo Pedro, seja para o vosso povo o princípio e o fundamento visível da unidade da fé e da comunhão na caridade. Concedei ao que faz às vezes do Cristo na Terra confirmar na fé seus irmãos para que toda a Igreja se mantenha em comunhão com ele no vínculo da unidade, do amor e da paz até que, em vós, pastor das almas, cheguemos todos à verdade e à vida eterna”. Amém!

Que São Pedro e São Paulo continuem assistindo, com a sua graça e exemplo, ao Papa e ao Colégio Universal dos Bispos para testemunhar Cristo Bom Pastor, que guia a Igreja pelo mundo!

Igreja Matriz de Jacutinga termina reformas

A comunidade paroquial de Jacutinga se reuniu no dia 13 de junho, na Igreja Matriz, para celebrar seu padroeiro e também a reabertura da igreja, que passou por reformas nos últimos meses. Toda a parte interna do templo passou por alterações, como nova pintura, marmorização das colunas e, principalmente, a reforma completa do altar.

Veja como ficou.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Milagre por Intercessão de Nhá Chica é reconhecido pelo Vaticano

A cidade de Baependi (Diocese de Campanha -MG) acordou com um telefonema muito especial na manhã desta quinta-feira: era o postulador da causa de beatificação da Venerável Nhá Chica, Paolo Villotta. Da Itália, ele avisava que o Papa havia autorizado a promulgação do decreto que reconhece o milagre recebido por Ana Lúcia Meirelles por intercessão de Nhá Chica e a certeza de que a mineira de São João del Rei em breve será proclamada Beata.

Em entrevista à Rádio Vaticano, irmã Gertudres das Candeias, vice-diretora da Associação Beneficente Nhá Chica, descreveu o momento logo após receber a notícia:

“Eu estava fora de casa, hoje pela manhã, e as pessoas na rua começaram a me abraçar. Eu escutava foguetes, sinos. Quando eu cheguei em casa me disseram que foi um telefonema do postulador e a Igreja já estava cheia de gente. Então, nós começamos a agradecer, a rezar, a chorar, todos juntos na mesma alegria e emoção”.

Ana Lúcia Meirelles estava duplamente feliz já que a notícia do reconhecimento do seu milagre aconteceu justamente no dia de seu aniversário, comemorado dia 28 de junho.

“É uma emoção muito grande já que tudo isso acontece no dia do meu aniversário, mas principalmente pela nossa santa. Para mim, no meu coração, ela sempre foi santa”.

O Milagre

“Eu estava péssima, com hipertensão pulmonar. Tive uma isquemia na vista que me impossibilitou enxergar por alguns momentos. Uma isquemia transitória. Era um defeito congênito no coração que eu teria que operar por causa da hipertensão pulmonar e por causa do sangue que passava errado pelo coração. Então, a cirurgia foi marcada mas três dias antes eu tive febre e acabei não fazendo. Isso tudo, sob a proteção de Nhá Chica. Passados sete dias eu notei que eu só melhorava. Seis meses depois, por pressão dos médicos, eu voltei a fazer os exames pré-operatórios. E qual não foi minha alegria ao constatarem por um exame transesofágico que eu estava curada, sem hipertensão pulmonar e que já não havia mais aquela passagem de sangue que causava a hipertensão. Estou aqui há 17 anos, completamente curada, sem problema nenhum. Tudo isso sob a bênção da minha santa Nhá Chica”

Com o reconhecimento do milagre de Nhá Chica em breve, a data da beatificação  deve ser divulgada.

Fonte: cnbb.org.br