Início das transmissões de missas ao vivo no site da Arquidiocese

 

Em pareceria com a WebTV Católicos PA o site da Arquidiocese de Pouso Alegre, http://arquidiocese-pa.org.br/novosite/webtv/  passará a transmitir ao vivo as principais celebrações direto da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre.  A convergência de mídias é uma das características da atual comunicação social, assim sendo, a Pastoral da Comunicação (Pascom) está integrando os diversos meios de comunicação já presentes em nossa Arquidiocese: rádios, web tv, sites paroquiais, de pastorais e movimentos, assim também como os informativos impressos.

O trabalho de parceria com a WebTV Católicos PA possibilitará que eventos paroquiais, setoriais  e arquidiocesanos também sejam cobertos pela WebTV. Caso o pároco, administrador paroquial, ou coordenardor de pastoral ou movimentos deseje que a equipe da WebTV esteja presente em um evento importante que está acontecendo em nossa Arquidiocese será possível agendar a cobertura. Estamos  gratos a todos os membros da WebTV por integrarem a Pastoral da Comunicação de Nossa Arquidiocese.

 

Entre em contato conosco através dos e-mails abaixo:

arquidiocesepa@hotmail.com ou arquidiocesepousoalegre@gmail.com

 

Pe. Paulo Giovanni

Pascom – Arquidiocese de Pouso Alegre

Mundo: Milão será sede do 7º Encontro Mundial das Famílias

A cidade de Milão, na Itália, se prepara para receber o 7º Encontro Mundial das Famílias, que ocorre entre os dias 30 e 03 de junho. O tema deste ano é “A Família: O trabalho e a festa”, uma organização do Pontifício Conselho da Família, do Vaticano, e da Arquidiocese de Milão.

Para a organização, o tema escolhido põe em relação o casal com os seus estilos de vida, a forma de habitar o mundo e de humanizar o tempo.”

Família,  trabalho e festa. As três  palavras formam um  trinómio que começa a  partir da família, para a abrir ao mundo; o trabalho e a festa são modos  como a família habita o «espaço» social e vive o «tempo» humano”, afirmam os organizadores.

Entre as diversas atividades propostas, como debates, palestras e encontro com o Papa Bento XVI, a novidade fica para a Feira Internacional da Família, que quer ser um ponto de encontro para o intercâmbio e troca de experiências para todas as pessoas que trabalham em nossas Igrejas com o núcleo familiar.

“A Feira  Internacional da Família é uma iniciativa – inédita em Itália – de encontro,  intercâmbio e visibilidade para as associações e as fundações do mundo eclesial  e civil, para entidades e empresas e para aqueles que trabalham no setor da  família. Uma maneira para tornar mais evidente que a família é um valor  fundamental para a sociedade”, finalizaram.

Você pode conseguir mais informações, inclusive toda a catequese do encontro, no site do evento, clicando aqui!

Reze a oração para VII Encontro Mundial das Famílias

Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, e nosso Pai,
nós Te adoramos, Fonte de toda comunhão.
proteja e abençoa as nossas famílias
para que nelas haja comunhão e doação mútua entre os esposos,
entre pais e filhos.

Nos te contemplamos
Artífices de toda perfeição e de toda beleza;
conceda a cada família um trabalho digno e justo,
para podermos ter o necessário sustento
e gozar do privilégio de sermos teus colaboradores
na edificação do mundo.

Nós te glorificamos,
Motivo de júbilo e de festa;
abre também às nossas famílias o caminho da alegria e do repouso
para podermos gozar, desde então, daquela alegria perfeita
que nos doaste em Cristo Ressuscitado.

Assim os nossos dias, laboriosos e fraternos,
são frestas abertas sobre o teu mistério de amor e de luz,
que o Cristo teu Filho nos revelou
e o Espírito vivificador nos antecipou.
E nos viveremos satisfeitos de sermos a tua família,
no caminho para Ti, Deus bendito para sempre.

Amém

 

 

Por Andrey Nicioli

 

 

 

QUARESMA: quem é o "Senhor" que move o meu coração?

Pe. Adroaldo Palaoro, sj (jesuíta e diretor do Centro de Espiritualidade Inaciana – CEI -Itaici)
Retirado do blog: Instituto Regional de Pastoral Catequética – Regional Leste 2 da CNBB 
“Rasgai o coração e não as vestes” (Jl. 2,13)
QUARESMA: tempo litúrgico forte de reconstrução de si e da comunidade; tempo que coloca em questão a razão de ser da vida – para que vivemos? qual a finalidade do ser humano? sobre quê está fundamentada a nossa vida? para onde caminhamos?
Nesse sentido dizemos que quaresma é um tempo forte de conversão; para isso ela tem sua linguagem, sua celebração, seus exercícios e seus ritos de conversão… Na perspectiva inaciana, conversão não é simples mudança exterior no modo de ser e agir, mas “mu-dança de senhor”;  quaresma é tempo de troca de comando, tempo forte para consultar o interior e verificar qual é o “senhor”  que move o nosso coração. É neste contexto de conversão que se situam as práticas quaresmais: oração, jejum e esmola. Através de uma vivência mais radical dessas práticas começa a acontecer um deslocamento dos “falsos senhores” que habitam o nosso coração e, ao mesmo tempo, amplia-se o espaço interior para a presença e ação do “verdadeiro Senhor”.
A oração, o jejum e a esmola são como um resumo da vida cristã; condensam o sentido da vida. A vida é um mergulho no mistério de Deus (oração), um abrir-se aos outros (esmola) e capacidade de ordenar e dirigir a própria existência (jejum). Tais “exercícios quaresmais” só tem sentido se nos levam a uma identificação com Jesus Cristo; são exercícios que alimentam e sustentam nosso seguimento de Cristo.
E aqui poderíamos recuperar o sentido original bíblico de “sacrifício”, que não significa simplesmente imolação, destruição, penitêntica… “Sacri-ficar” (do latim, “sacrum facere” ) é “tornar santo”. Tanto o Primeiro como o Segundo Testamento nos ensinam que a melhor coisa que podemos transformar em “sacrifício”, em coisa santa para oferecer a Deus, é a própria vida e tudo o que fazemos. Nesse sentido, a referência máxima de “sacrifício” foi o próprio Jesus. Ele é o sacrifício, a “realidade santa” por excelên-cia, por sua verdade, sua fidelidade e disposição para fazer a Vontade do pai e exercer a sua missão. O que faz o sacrifício é a oblação, a entrega, deixar Deus ser Senhor da nossa vida.
1. ORAÇÃO: toda a nossa vida deveria ser uma oração, ou seja, um “encontro” com Deus em todas as coisas e  em todas as circunstâncias.
A oração é passar do vazio de si à plenitude em Deus. O “sair de si mesmo” por meio de uma íntima relação pessoal com Deus é a dinâmica central da transformação do “eu” na vivência quaresmal.
     “Cada um deve persuadir-se que na vida espiritual tanto mais aproveitará quanto mais sair do seu próprio amor, querer e interesse” ( S. Inácio – EE. 189).
A oração passa a ser a “irrupção” do divino no mais profundo do “eu” humano. Des-centrada de si mesma, a pessoa deixa-se conduzir pela ação providente de Deus.  Na quaresma, a Igreja evoca o Cristo em oração diante do Pai no deserto e nas montanhas.
2. JEJUM: o jejum é a capacidade de “ordenar” a própria vida para um fim (serviço e louvor de Deus); ao mesmo tempo é expressão de solidariedade e comunhão com os outros: é um chamado à partilha. Somos livres quando podemos nos dispôr de nós mesmos, ou seja, quando nos libertamos dos “afetos desor-denados”, dos apêgos… O importante, no jejum, não é o que nós fazemos, mas o que Deus faz. Não estamos fazendo algo, mas estamos deixando-nos fazer por Deus. Na tradição dos Padres do Deserto, o jejum é o meio que nos possibilita criar um “espaço vazio” no qual o Espírito possa repousar, permitindo-nos distinguir o essencial do supérfluo.
Portanto, o jejum é um tempo em que damos maior liberdade a Deus para agir em nós, “ordenando” nossos afetos e orientando nossos impulsos instintivos. No seu relacionamento com a natureza criada o ser humano é chamado a ser livre, a ser senhor da criação. Por isso, a melhor penitência é “abrir espaço para Deus”; em outros termos, “jejuar é dar espaço para outras fomes” (N. Bonder). O alimento e a bebida tornam-se símbolo de tudo quanto nos envolve. Porque é na ação do comer e do beber que o ser humano mais se apodera e apropria das coisas, correndo o risco de ser escravizado por elas.  A atitude de liberdade diante do alimento torna-se símbolo de sua liberdade para com tudo quanto o envolve: bens materiais, poder, prazer absolutizado, idéias fechadas, uso do tempo, dos meios eletrônicos…
3. ESMOLA: a esmola atinge o relacionamento com o próximo na virtude teologal da caridade. O ser humano recebeu tudo de seu Criador; tudo é dom para todos. Neste sentido, a esmola significa a atitude de doação gratuita, de serviço ao próximo com generosidade e desprendimento. É todo este mistério de aber-tura e acolhida em favor do próximo, sem esperar recompensa, na imitação de Jesus Cristo que deu sua vida pelos seus. É viver a partilha não só de bens materiais, mas o tempo, o interesse, o serviço, a aceitação…
Durante o tempo quaresmal, corresponde a cada pessoa encontrar sua ascese, ou seja, encontrar a manei-ra de ir esvaziando-se, despojando-se, para deixar espaço aos outros e ao Outro e chegar a viver em “esta-do de união”. É urgente fomentar uma “cultura da solidariedade, da comunhão, da partilha…”, se não queremos nos desumanizar e nem desumanizar o planeta. A ascese nos capacita para sensibilidade cósmica; o ordenamento de nossos desejos nos permite escutar os desejos dos outros. Quanto mais vivemos em Deus, menos somos nós o centro, menos dependentes das coisas e mais receptivos aos outros.
Textos bíblicos:   Mt. 6,1-6.16-18   Joel 2,12-18
Na oração: – qual é o seu estado de ânimo para viver a “travessia quaresmal”?
                  – Páscoa é passagem do “eu estreito” ao “eu expansivo e solidário”: quê setores de vida precisam passar por esta transformação?

Encontro reúne 30 casais em Monte Sião

Realizou-se nos dias 25 e 26 de fevereiro na Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em Monte Sião, o 2º Encontro de Casais “Pe. Mário Zuchetto”. Cerca de 30 casais participaram destes dois dias de formação, que foram coordenados pelo casal José Geraldo “Bolinha” e Consuelo, de São João da Boa Vista. Os dois tem grande experiência à frente de encontros como este.

Outros 35 casais estiveram envolvidos na organização e realização dos diversos trabalhos, os quais foram coordenados pela Pastoral Familiar da Paróquia.

Segundo um casal que participou do Encontro, esta é uma oportunidade de se fazer uma experiência muito positiva do sentido da vida cristã, da conversão, da grandeza união conjugal e da participação na vida da Igreja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Andrey Nicioli, com informações de Cláudia

A identidade e a espiritualidade do Presbítero no processo de mudança de época

imagem divulgação

Você acompanhou pelo arquidiocesepa.com no início de fevereiro, que mais de 400 presbíteros de todo o Brasil participaram do 14 Encontro Nacional, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Com o tema A identidade e a espiritualidade do Presbítero no processo de mudança de época” e o lema “Escolhido entre os homens e constituído em favor da humanidade” (Hb 5,1) , eles discutiram as principais mudanças da sociedade e como elas influenciam a identidade presbiteral.

No final do encontro, uma carta, contendo esta e outras reflexões, foi emitida, para que todos pudessem ter acesso às principais indagações levantadass entre os participantes.

“Dentre os elementos que marcam a mudança de época, o maior de todos, que tem impulsionado todos os outros, é o que ocorreu com o ser humano. Ele descobriu a autonomia do universo e, com isso, sua própria autonomia. Este é o maior sinal dos tempos. O presbítero, como qualquer outro cidadão pós-moderno, não aceita mais que sua identidade venha definida e determinada de fora, como que imposta externamente. Por outro lado, nem sempre se sente capaz de aceitar os desafios de construir sua própria identidade”, afirmam.

Releia a carta emitida no Encontro Nacional de Presbíteros

 

Carta do 14º. Encontro Nacional de Presbíteros

Tema: A identidade e a espiritualidade do Presbítero, no processo de mudança de época.
Lema: “Escolhido entre os homens e constituído em favor da humanidade” (Hb 5,1)

 

Estimado Irmão Presbítero!

1. Debaixo do manto de nossa Mãe Aparecida, Padroeira do Brasil, nós, 409 presbíteros, representando os aproximadamente 22 mil padres, distribuídos por todo o território nacional, nos reunimos durante os dias 1º. a 7 de fevereiro, para refletir sobre nossa identidade e espiritualidade, sob o impacto da mudança de época que vivemos. Cremos que formamos um aspecto bastante significativo do rosto do presbítero brasileiro. Quanto à idade: 31 irmãos com menos de 30; 172 entre 31 e 40; 123 entre os 41 e 50; 65 entre os 51 e 60; 16 entre os 61 e 70 e 2 acima dos 70 anos. Quanto ao tempo de ordenação: até 5 anos, 123; de 6 a 10, 93; de 11 a 20, 112; de 21 a 30, 64; acima de 30, 17 presbíteros.

2. Dentre os elementos que marcam a mudança de época, o maior de todos, que tem impulsionado todos os outros, é o que ocorreu com o ser humano. Ele descobriu a autonomia do universo e, com isso, sua própria autonomia. Este é o maior sinal dos tempos. O presbítero, como qualquer outro cidadão pós-moderno, não aceita mais que sua identidade venha definida e determinada de fora, como que imposta externamente. Por outro lado, nem sempre se sente capaz de aceitar os desafios de construir sua própria identidade. Assim, uns se refugiam em modelos antigos, com a roupagem nova da tendência devocionista e emocionalista, estética e de grande visibilidade, que lhes emprestam segurança, embora na maioria das vezes não consigam esconder o constrangimento por tal opção. Sabem que a sociedade os questiona quanto às suas motivações mais profundas. Outros, apesar de certa insegurança, assumem o processo desafiador de redefinições permanentes de sua identidade, na perspectiva de responder às demandas que lhes vêm de múltiplos ambientes e situações. Há, ainda, os que não optaram nem pelo modelo clássico do passado e nem se aventuraram a redefinir sua identidade. Simplesmente seguem no ministério um tanto indiferentes às problemáticas atuais que envolvem sua vida.

3. Destacamos, ainda, a tensão entre um modelo idealizado, proposto pela instituição e o real de cada presbítero. E sob a égide da cultura pós-moderna, constatamos um aspecto novo dessa tensão: a fragmentação da identidade presbiteral e a exacerbação crescente da autonomia, da subjetividade e da dimensão existencial. Com essa moldura, confrontamos os dois milênios cristãos, numa ordem teológica e não cronológica, em que se configuraram predominantemente dois modelos de presbíteros: um entendido na perspectiva pneumatológica-eclesial e outro sob o prisma cristológico-individualista. Com alegria, vemos que o modelo que quer superar essa tensão, abrindo-se à ação do Espírito, à centralidade da Palavra, à qualificação pessoal, à misericórdia nos relacionamentos e à profecia no trabalho evangelizador vem se impondo entre nós. Todos esses elementos dão os novos contornos do debate sobre a identidade presbiteral e que está a exigir de todos nós novas respostas.

4. Da riqueza das reflexões sobre a identidade do presbítero, saímos do 14º. ENP convencidos de que não colocamos um ponto final no debate. Pelo contrário, aumentamos as interrogações que nos servem de pistas, que alimentarão a continuidade de nossa busca em nossas comunidades eclesiais, em nossos presbitérios e no dia-a-dia do exercício do nosso ministério: Quem sou? O que me motiva e define? Como me posiciono no mundo? Que valores e objetivos me orientam? Que forças movem meus sentimentos, minhas ideias, minhas opções de fundo? Onde estão as certezas que dão fundamentação e rumo à minha ação? Quais as ambiguidades, as penumbras, os conflitos que tornam pesado o meu existir? Quem é “outro” para mim? Quem é meu interlocutor, meu companheiro? A quem amo? Para quem e para que existo? Que sentido dou à minha vida? O que é para mim história e tempo? Com que me identifico? Que transcendência a experiência me ensinou a assumir como realidade última? Quem é o Deus em quem acredito?

5. Percebemos a profunda inter-relação que há entre identidade e espiritualidade. Na busca da definição de uma delas, a outra vem quase que automaticamente, pois na vida do presbítero ambas se entrelaçam. Constatamos, ainda, que ambas são processuais e que exigem uma postura de conversão profunda e perseverante não só de cada presbítero, mas igualmente da comunidade eclesial na qual estamos inseridos.

6. Emergiram em nosso encontro características fundamentais do processo de crescimento espiritual: centralidade da Palavra de Deus e na Eucaristia, encontro pessoal com Jesus Cristo, sensibilidade aos sinais dos tempos e discernimentos dos acontecimentos da vida, necessidade de conhecer a pessoa humana para poder conhecer a Deus, comunhão solidária, cuidado de si e dos outros, oração articulada com o cotidiano do ministério, serviço ao povo pela caridade pastoral, disponibilidade missionária, missão profética, vida na e da gratuidade, sacrifício e cruz como constituintes da espiritualidade do presbítero e, por fim, sentimos a urgência de fazer de todo esse processo uma busca da santidade, com destemor e alegria, testemunhando que somos felizes em nosso ministério.

7. Durante todo o 14º. ENP fomos apoiados por inúmeras manifestações de solidariedade de Bispos que acompanham nossa caminhada, tais como os que se fizeram presentes: Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo nomeado de Natal, Dom Antonio Cavuto, Bispo de Itapipoca, Dom Zanoni Demettino Castro, Bispo de São Mateus, Dom Paulo Roberto Beloto, Bispo de Formosa, Dom Jaime Spengler, Bispo-Auxiliar de Porto Alegre, Dom Nelson Francelino, Bispo-auxiliar do Rio de Janeiro; os que enviaram suas mensagens: Dom Esmeraldo Barreto, Arcebispo nomeado de Porto Velho, Dom Odilo Scherer, Cardeal-Arcebispo de São Paulo, Dom Cristiano Kraft, Bispo de Jequié, Dom Guilherme Werlang, Bispo de Ipameri, Dom Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, Dom Antonino Migliore, Bispo de Coxim, Dom José Moreira, Bispo de Januária, Dom Eduardo Pinheiro, Bispo-Auxiliar de Campo Grande e referencial da Juventude. E para o nosso retiro espiritual tivemos as reflexões de Dom Dominique Marie Jean Denis You, Bispo de Conceição do Araguaia que, partindo do texto de Neemias, nos ajudou a refletir sobre nossa liderança, os obstáculos de nossa missão e as frestas que precisamos saber explorá-las. Entre nós esteve com sua presença amiga o Diácono Zeno Konzen, Presidente da Comissão dos Diáconos Permanentes. Fomos ajudados pelas colocações dos nossos assessores: Pe. Jésus Benedito dos Santos e Pe. Manoel Godoy. Contamos, sobretudo, com as orações do Povo de Deus presente em nossas comunidades, que aguarda nossa volta, esperançosos de que retornemos com os ânimos renovados, para darmos continuidade ao processo evangelizador.

8. Os desafios da cultura pós-moderna, os nossos limites pessoais, os medos e as inseguranças, a extensão e profundidade de nossa missão e as inúmeras incompreensões que experimentamos como presbíteros não nos afugentam e nem nos paralisam, antes, nos colocam em pé de testemunho, cheios de entusiasmo, não daquele entusiasmo fácil e adolescencial, porque confiamos que nosso ministério, embora dependa do esforço de cada um de nós, conta com a assistência permanente da Graça de Deus. Mergulhados nela e por ela exercemos nossa missão evangelizadora, convencidos de que nosso ministério só pode ser vivido coletivamente, em profunda comunhão com nossos presbitérios. Além disso, no Continente Latino Americano, nosso ministério recebe as bênçãos e graças de nossos irmãos mártires, presbíteros, leigos e leigas que, por amor a Jesus de Nazaré, o Cristo, e pelo Reino, entregaram suas vidas, banhando nosso chão com seu sangue e fazendo germinar sementes proféticas de esperança para toda a comunidade eclesial.

9. Quer sejamos jovens ou idosos, estrangeiros ou autóctones, religiosos ou diocesanos, párocos, vigários paroquiais ou formadores, enfim, em qualquer situação e modalidade em que exercemos nosso ministério é o mesmo amor incondicional a Jesus Cristo que nos leva a crer que nossa configuração a Ele nos enche de sua Graça e nos cumula de esperança e alegria para darmos continuidade à sua missão libertadora, junto da parcela do Povo de Deus a nós confiado, sobretudo cuidando com carinho especial pelos mais pobres e sofredores, pois, como nos alertou o Beato Papa João Paulo II, há neles algo de Cristo que nos obriga a uma opção preferencial por eles.

10. Caro irmão presbítero, esta nossa carta quer falar diretamente ao seu coração de pastor, renovando seu ardor de discípulo-missionário, e dizendo-lhe que não está sozinho, mas que inúmeros irmãos seus de ministério querem caminhar lado a lado com todo o seu esforço para que Jesus Cristo seja mais conhecido e amado em nosso imenso País.

11. Diretamente do Santuário de Nossa Mãe Aparecida, partilhamos com todos vocês, queridos irmãos presbíteros, as graças e bênçãos de Deus que sobre nós vieram neste local de peregrinação, onde irmãos e irmãs nossos do Brasil inteiro encontram consolo e respostas para suas angústias e saem daqui reabastecidos para viver com fidelidade seus compromissos batismais.

Aparecida, 7 de fevereiro de 2012